Editora: Editora Contexto
Na época, uma criança ficava exposta a tratamentos hoje considerados degradantes e era comparada a um animal, cuja força de trabalho deveria ser explorada ao máximo. Durante as viagens nas naus portuguesas, as adolescentes, consideradas aptas ao casamento a partir dos 15 anos, eram vigiadas pelos padres para que não fossem sexualmente abusadas pelos marinheiros. Os meninos, além de sofrer o abuso, ainda trabalhavam como grumetes. As crianças eram sempre as últimas a se servir das refeições e bebiam água de barris de madeira repletos de fungos.
O livro também trata do cotidiano dos meninos ricos, pobres e escravizados, a criminalidade infanto-juvenil no início do século XX, a exploração do trabalho infantil nos canaviais de Pernambuco, o envio de pequenos aprendizes para a Guerra do Paraguai (entre 1864 e 1870), entre outros temas.

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