Resenha de O Primeiro Dia, de Marc Levy
29/09/2012
Título Original: Le Premier JourAutor: Marc Levy
Ano de lançamento: 2012
Editora/Selo: Suma de Letras
Páginas: 353
Marc Levy é um autor do qual eu não tinha lido nada antes deste livro, e devo confessar que a construção da história e os personagens me surpreenderam.
O Primeiro Dia conta uma história grandiosa sobre possibilidades e sobre a origem da humanidade, deixando no ar um mistério envolvente com peças dispersas pelo mundo todo.
É difícil definir o livro em simples palavras. Confesso, demorei a ler – a narrativa de Marc Levy não me agradou. Nos diálogos, senti falta de movimentação por parte dos personagens; Eles falavam, mas falavam apenas, e na falta do sentimento ou da ação, me pareceu que todos tinham simplesmente parado para discursar. No entanto, declaro também que me apaixonei pela história. Além disso, a narrativa meio que se arrasta, apesar de ser em descrições bem feitas.
Estou dividida: Do início à metade da leitura, tive que em convencer a ir em frente. Da metade para o final, pensei comigo mesma que, uma vez adaptada ao estilo narrativo do autor, eu percebia gostar da história. No final, o cliffhanger e as reviravoltas agarraram-me de tal maneira que deixou a perplexidade no ar.
Senti falta do romance; O relacionamento de Keira e Adrian é indubitavelmente real, mas fica muito subentendido em vários momentos. E não é como se faltasse ao autor a habilidade para descrevê-lo – nos momentos em que de fato dá atenção à relação dos dois, o faz de maneira incrível.
O livro é para mim, por tantos motivos, uma contradição. A história é interessante, mas a narrativa é lenta. O romance tem momentos extremamente frustrantes, mas quando aparece, é lindo. O humor está presente, mas se mescla tão bem com o todo que por vezes não dá para ter certeza de que o objetivo era fazer graça.
Cheguei a me perguntar se o problema não era eu. Ao ler O Primeiro Dia, não pude deixar de pensar que uma pessoa mais madura conseguiria lidar muito melhor com o livro. A narrativa é claramente sóbria, desapegada da fantasia e da desenvoltura comum à literatura mais voltada ao público juvenil, o que não a torna ruim, apenas adulta.
Portanto, ficamos assim: É uma boa história com alguns defeitos, mas se você, leitor, já se identifica com a narrativa de Marc Levy, provavelmente gostará de O Primeiro Dia. A verdade é que o maior empecilho da leitura foi esse mesmo. Se como no meu caso, você ainda não leu nada dele, aconselharia a dar uma espiada aleatória na obra do autor antes de se jogar.
No mais, espere uma história detalhada com personagens construídos cuidadosamente, paisagens deslumbrantes e descobertas inimagináveis.
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Veja o Booktrailer de O Primeiro Dia:
Veja o Booktrailer e leia sobre A Primeira Noite, continuação de O Primeiro Dia, aqui.
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