A premiada autora de Bisa Bia, Bisa Biel conta sua história com as palavras e dá dicas para estimular a leitura desde cedo
Foto: Ricardo Beliel
"A sociedade precisa prestigiar mais o magistério, para poder exigir melhor qualidade dos professores" Ana Maria Machado
Ana Maria Machado é uma das maiores escritoras brasileiras. Com 40 anos de carreira, a presidente da Academia Brasileira de Letras já publicou mais de 100 livros, a maioria para crianças. História meio ao contrário e Bisa Bia, Bisa Biel, pelos quais recebeu o Jabuti de 1978 e 1983, respectivamente, são alguns títulos de sua obra, que hoje circula em mais de 18 países.
Filha de pai jornalista, Ana aprendeu a ler sozinha antes dos cinco anos: "volta e meia eu chegava perto de alguém e perguntava coisas como "n-h-a, como é que faz?" Respondiam "nha" e eu seguia em frente. Quando perceberam, eu estava lendo", relembra.
E as palavras se tornariam a matéria-prima da então pintora carioca que estudara no Museu de Arte Moderna. Em 1964, Ana se formou em Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro, deu aulas de Português nos colégios Santo Inácio e Princesa Isabel, além de também lecionar na Universidade de Berkeley, na Califórnia.
Sobre a profissão, ela adverte: "Eu adorava. Tanto que escolhi. Mas a sociedade precisa prestigiar mais o magistério, para poder exigir melhor qualidade dos professores."
No final de 1969, foi viver seu exílio da ditadura militar na Europa, onde deu aulas na conceituadíssima Sorbonne, em Paris, e trabalhou como jornalista na revista Elle. Seu doutorado sobre Guimarães Rosa foi orientado por ninguém menos do que o semiólogo francês Roland Barthes. Do escritor mineiro conta que interessava-lhe "a consciência da linguagem e a geniealidade."
Também nesse ano, publicou sua primeira história infantil a pedido da Revista Recreio, da Editora Abril, e, para nossa sorte, nunca mais parou... Confira a entrevista que a vencedora do Nobel da literatura infantil mundial, o Prêmio Hans Christian Andersen, concedeu ao Educar para Crescer:
Filha de pai jornalista, Ana aprendeu a ler sozinha antes dos cinco anos: "volta e meia eu chegava perto de alguém e perguntava coisas como "n-h-a, como é que faz?" Respondiam "nha" e eu seguia em frente. Quando perceberam, eu estava lendo", relembra.
E as palavras se tornariam a matéria-prima da então pintora carioca que estudara no Museu de Arte Moderna. Em 1964, Ana se formou em Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro, deu aulas de Português nos colégios Santo Inácio e Princesa Isabel, além de também lecionar na Universidade de Berkeley, na Califórnia.
Sobre a profissão, ela adverte: "Eu adorava. Tanto que escolhi. Mas a sociedade precisa prestigiar mais o magistério, para poder exigir melhor qualidade dos professores."
No final de 1969, foi viver seu exílio da ditadura militar na Europa, onde deu aulas na conceituadíssima Sorbonne, em Paris, e trabalhou como jornalista na revista Elle. Seu doutorado sobre Guimarães Rosa foi orientado por ninguém menos do que o semiólogo francês Roland Barthes. Do escritor mineiro conta que interessava-lhe "a consciência da linguagem e a geniealidade."
Também nesse ano, publicou sua primeira história infantil a pedido da Revista Recreio, da Editora Abril, e, para nossa sorte, nunca mais parou... Confira a entrevista que a vencedora do Nobel da literatura infantil mundial, o Prêmio Hans Christian Andersen, concedeu ao Educar para Crescer:
Para ler, clique nos itens abaixo:
- A senhora era uma ótima aluna na época da escola. De quais disciplinas gostava?
- A senhora aprendeu a ler antes dos cinco anos, sozinha. Foi influenciada por alguém?
- A senhora foi professora de Português. O que pensa sobre essa profissão?
- Qual é a importância da leitura para as crianças? Como estimular esse hábito?
- Como despertar o gosto pela leitura nos jovens que já afirmam não gostar da atividade?
- Quando a senhora escreve seus livros, imagina quem os lerá?
- A senhora escreveu uma tese sobre a obra de Guimarães Rosa. O que lhe interessa nesse autor?
- A senhora tem um livro preferido? Qual?
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