Fonte: http://pt.shvoong.com/books/1798093-psican%C3%A1lise-gata-borralheira/#ixzz2JUDS5BtA
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Análise do conto "A Gata Borralheira"
Esta longa PSICANÁLISE começa informando “quando na China do século IV DC” esse conto “já possuía uma história”. “O costume de enfaixar os pés das mulheres” é muito antigo. Na BORRALHEIRA “são vivenciados os sofrimentos e as esperanças na rivalidade fraterna”, bem como a “vitória sobre irmãs e pais que as maltratam”. Aborda nesse capítulo do livro A PSICANÁLISE DOS CONTOS DE FADAS o tema que Perrault imortalizou como “viver entre as cinzas”. Deu daí a lenda Alemã de que vivendo nas cinzas se torna Rei. No conto se substitui a rivalidade como sendo com irmãos adotivos, para melhor assimilação. A fonte real dessa rivalidade é o que a criança sente pelos pais. “O temor de que possa não ter o amor dos pais inflama a rivalidade e isso pode virar um espinho na carne”. “José vendido pelos irmãos obtém sucesso no Egito”. Esse é o mesmo sentido do conto. Dizer essas coisas só tem valor com a criança lendo. Este conto, na sua simplicidade superficial traz um conteúdo complexo que desperta profundo interesse inconsciente pela história. “A criança SABE algo sobre o conto que ela não consegue expressar” e aí está seu valor profundo na formação infantil. Toda criança também tem um sentimento de que seus desejos secretos merecem um rebaixamento até as cinzas. Aí entra o complexo de “Borralheira”. Lendo, se identifica com o sucesso futuro.
A vileza das irmãs más é tão clara que os castigos que acontecem não agridem o pequeno leitor. Comparando o sofrimento que a criança possa estar vivendo, o da história é maior. Às vezes a assimilação chega a ser desabafada em atitudes e palavras. Também entra no conto da “Borralheira” o complexo de Édipo. “Às vezes a criança acha que só ela tem esses desejos”. “Ao ler o conto, se qualifica como sendo relegada às cinzas”. “E resgatada desse comportamento pode elevar-se a posição digníssima”. Nesses termos este capítulo do livro de Bettelheim esgota o assunto em quarenta páginas nas quais aborda outros autores que contaram o conto de outra maneira, incluindo outros complexos do Inconsciente infantil que acabam sendo resolvidos ao ler. Analisa o “sapatinho de vidro”, “o príncipe que a recebe”, “a madrasta”, o ”pai que não sabe”, “as irmãs más e castigadas”, “a fada” que entra em algumas versões, o relacionamento complexo das crianças no dia-a-dia e conclui ressaltando a importância dos contos para a criança conseguir a identidade positiva própria.
Fonte: http://pt.shvoong.com/books/1798093-psican%C3%A1lise-gata-borralheira/#ixzz2JUDS5BtA
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