quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Lançamentos Publicados no dia 09/02/2013- Jornal Estado de Minas


Lançamentos

Publicação: 09/02/2013 04:00
MISTÉRIO-BUFO
De Vladímir Maiakóvski
Editora 34, 200 páginas, R$ 39

 
Maior figura da literatura russa de vanguarda, Maiakóvski (1893-1930) foi, além de poeta, um dos dramaturgos de destaque. A peça Mistério-bufo, que ganha a primeira tradução diretamente do russo para o português por Arlete Cavaliere, que também assina o ensaio “O teatro de Maiakóvski: mistério ou bufo?”, que faz parte da edição. Mistura de comédia, crítica social e crônica paródica da história contemporânea, a peça propõe uma narrativa alegórica da Revolução Russa, combinando alusões à Bíblia com cenas de inspiração circense.


A MORTE DO INIMIGO
De Hans Keilson
Editora Companhia das Letras, 256 páginas, R$ 42

Em plena Alemanha de 1930, um jovem judeu fica fascinado por um “inimigo” que aos poucos ascende ao poder: B., líder populista cuja propaganda política cria uma atmosfera cada vez mais ameaçadora, opressiva e antissemita. Diante da barbárie, o protagonista decide assumir uma neutralidade moral, defendendo que, até num duelo de vida ou morte, é preciso levar em conta as razões do inimigo. Assim, distancia-se cada vez mais de seu povo, enquanto se vê progressivamente absorvido pela figura de um ditador. Publicado em 1959, o livro passou cinco décadas relegado ao esquecimento, até ser reconhecido como obra-prima, com reedições na Europa e inúmeras traduções ao redor do mundo. 


A ARTE DE ROUBAR – EXPLICADA EM BENEFÍCIO DOS QUE NÃO SÃO LADRÕES
De D. Dimas Camándula
Editora Unesp, 228 páginas, R$ 34


Escrito no século 19 pelo espanhol Pedro Felipe Monlau sob o pseudônimo D. Dimas Camándula, o livro, com seu estilo clássico e sarcástico, atravessou o tempo sem perder sua desconcertante atualidade. Tema que jamais saiu da berlinda em toda a história e parece revigorar-se a cada dia, a propensão humana ao roubo, para o autor, é inata e comum a todos os mortais. Camándula esclarece que há duas categorias de ladrões – a de ladrões “normais” e a de ladrões “excepcionais”, informação fundamental para justificar a obra. Dirigido aos ladrões “normais”, os “homens de bem”, o livro apresenta-se como manual prático para ajudá-los a se prevenir da ação malévola do outro grupo. 


O SUJEITO NA CONTEMPORANEIDADE
De Joel Birman
Editora Civilização Brasileira, 160 páginas, R$ 29,90


Da modernidade à atualidade, algo de fundamental aconteceu nas categorias constitutivas do sujeito, redirecionando então as linhas de força do seu mal-estar. É no quadro estrito desse contraste que se inscreve a espinha dorsal do estudo. Sem deixar de levar em conta a situação socioeconômica e cultural, mas focalizando nas formas de mal-estar que assaltam o sujeito na contemporaneidade, Birman faz uma análise acurada das linhas de forças em jogo nesta passagem de um sujeito da modernidade para o sujeito contemporâneo. Entre os temas tratados pelo autor estão o vazio do existir, a violência, a somatização e a cultura das drogas.


JAMES LINS – O PLAYBOY QUE NÃO DEU CERTO
De Mario Prata
Editora Planeta, 192 páginas, R$ 24,90


Escrita nos anos 1990 no formato de folhetim, a novela narra em primeira pessoa os acontecimentos que se seguiram à prisão de James Lins, um suposto amigo de infância do escritor Mario Prata, condenado a mais de 200 anos de prisão. A história de James (o nome é formado pelas iniciais do personagem, José Augusto Magalhães Esteves Soares) é dividida em 30 capítulos, em clima de simulação, que renderam muitas cartas de leitores e consequente interatividade, com mudança dos rumos da trama durante a publicação das crônicas no jornal.

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