domingo, 29 de setembro de 2013

Domitila - A verdadeira historia da Marquesa de Santos-Paulo Rezzutti



                

                 Editora Geração
                 Literatura Nacional/Biografia
                 Número de páginas: 350 

                  preço: 39,90

Sinopse: Esta obra é a biografia de Domitila de Castro (1797 -1867), a marquesa de Santos, amante do primeiro imperador do Brasil e uma das mulheres mais notáveis e influentes da América Latina, que, segundo o escritor Paulo Setúbal, 'encheu um Império com o ruído do seu nome e o escândalo do seu amor'. Prefácio da historiador Mary Del Priore


Para quem ainda não sabe eu estagio no Museu Paulista da USP, mais conhecido como Museu do Ipiranga, em São Paulo. Esse prédio-monumento foi inaugurado em 1895 para ser um Monumento em comemoração à proclamação da independência. Por isso convivo diariamente com o acervo riquíssimo relacionado a sociedade paulista e brasileira que é formado por coleções de objetos, pinturas e iconografia e documentação impressa e manuscrita. Você deve estar se perguntando porque eu estou falando isso, não é? É porque o livro Domitila tem uma relação forte com o museu, inclusive possui muitas pinturas de Dom Pedro I, de D. Leopoldina, de Domitila e outros personagens que aparecem no livro como D. João VI, Tobias e etc.


Museu do Ipiranga/SP

Eu adoro as pinturas do museu e já encontrei pessoalmente algumas que são citadas no livro e isso é muito legal. O museu todo tem uma áurea antiga e está citado no primeiro capítulo do livro. Quando estou aqui fico imaginando como seria o Brasil e São Paulo de antigamente e me fez criar um vínculo mais forte com o livro.

O livro é a biografia de Domitila, uma paulista nascida em 1797 que tem um romance com D. Pedro I entre 1822 até 1829. Ela se tornou a amante favorita do rei e ficou conhecida até internacionalmente por causa do escândalo que foi o reconhecimento de D. Pedro I de paternidade da filha do casal, Isabel Maria, a duquesa de Goiás. A própria Domitila ganha um título que ficou famoso na história e duvido que alguém não tenha ouvido pelo menos uma vez na vida: Marquesa de Santos. Uma curiosidade: Ela nunca morou em Santos/SP.


Domitila e D. Pedro I

No ano de 1823 ela parte junto com a família para o Rio de Janeiro, capital do império, para ficar mais próxima de seu amado. Vale ressaltar que ela era separada e tinha 2 filhos na época que conheceu D. Pedro I. Durante o período que eles ficam juntos D. Leopoldina, a 1ª imperatriz do Brasil falece aos 29 anos e é quando D. Pedro I decide romper com Domitila para poder se casar novamente, já que sua reputação estava bem difamada. Ele se casa com D. Amélia de Leuchtenberg de 17 anos (ele tinha 29 na época), enquanto Domitila volta para São Paulo e se casa com Tobias que foi Presidente da Província, equivale hoje a Governador do Estado, e uma personalidade importante da cidade.

Em São Paulo, Domitila volta com suas riquezas e se transforma na única mulher que figura entre os 15 mais ricos da época. Ela fica conhecia pelas suas caridades e no livro sabemos o que ela de fato fez e o que é mito. Ela foi uma mulher muito determinada e ao total teve 12 filhos (2 do primeiro marido, 5 com D. Pedro I (1 ficou desconhecido, Maria Isabel e Pedro morreram com menos de 1 anos, Isabel Maria foi criada na Europa longe da mãe e Maria Isabel) e 6 com Tobias. Domitila foi uma personalidade ilustre para a época e sofreu com o preconceito de ter sido amante do rei por toda a vida. Ela faleceu em 1867 com quase 70 anos por causa de enterocolite aguda.

Domitila na maturidade

Tenho que dizer que D. Pedro I foi um assanhado que teve dezenas de amantes. Os filhos reconhecidos são 5 com D. Leopoldina, 5 com Domitila, 1  com D. Amélia, 1 com a irmã de Domitila e 1 com uma costureira francesa. Na minha opinião deve ter tido muito mais, coitada de D. Leopoldina que sofreu horrores com essa situação. Foi um choque perceber que a maioria das mortes que ocorreram com os personagens citados no livro foi causada pela tuberculose, inclusive D. Pedro I que morreu aos 36 anos. Ainda bem que a medicina evoluiu.

A narrativa é uma delícia porque vamos conhecendo melhor a Domitila, a relação entre a família real entre eles próprios e com a população e mergulhamos no Brasil de antigamente com seus hábitos, lugares e costumes. A narrativa está na terceira pessoa e o livro é dividido em 3 partes: São Paulo 1797-1822, Rio de Janeiro 1823-29, São Paulo 1829-67 e no final tem uma cronologia dos personagens e dos fatos centrais. O encarte com as fotos coloridas está lindo e as fotos em preto e branco contidas no livro contribuem muito para uma melhor compreensão da história.


Domitila na velhice

Eu amei conhecer melhor essa mulher que até hoje reina no nosso imaginário porque adoro biografias de personagens históricos e livros que contam sobre a história do nosso país e esse une essas duas coisas. O livro se tornou meu xodó por causa do seu conteúdo e pela capa que está divina, maravilhosa e linda *.* A diagramação está super caprichada com fotos e detalhes lindos no começo de cada capítulo. Amei, amei, amei!!!

Recomendo para quem gosta de biografias e para quer descobrir uma história real super interessante.

OBS: A foto do Museu do Ipiranga é de minha autoria e as fotos de Domitila retirei na internet.

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