domingo, 18 de maio de 2014

A realidade dos contos de fábulas

A realidade dos Contos de Fadas: Uma análise social


Os principais contos de fadas que conhecemos no Ocidente, comoChapeuzinho Vermelho,Branca de NeveCinderelaO Pequeno PolegarO Gato de BotasBarba-azulOs contos da Mamãe Ganso, etc., tiveram suas origens em tempos remotos que se perdem na história. Tais histórias se originaram em parte na Idade Média europeia e em outra parte, vieram do Oriente, possuindo diferentes versões. Histórias como da Branca de Neve e Cinderela possuem várias versões ao longo da Idade Média até o século XX, de fato as versões da Disney são as mais famosas e conhecidas no mundo.

Começemos a tratar da realidade destas histórias a partir de agora, começando com a clássica história da Chapeuzinho Vermelho. Essa história ainda possui suas origens desconhecidas, mas os relatos mais antigos são encontrados na França, posteriormente outras versões deste conto surgiram na Inglaterra e na Alemanha, em especial na Alemanha temos a versão dos famosos Irmãos Grimm (Jacob e Wilhem). 

Em resumo a história da Chapeuzinho Vermelho, narra aventura de uma jovem menina, as vezes descrita como uma criança entre seus dez e doze anos ou uma adolescente entre seus 14 e 16 anos, a qual viaja por uma sombria floresta a fim de visitar sua avó doente e lhe levar comida e remédios, mas no caminho ela se depara com um grande e feroz lobo que a engana, lhe apontando um suposto atalho que na realidade era um caminho mais longo. O lobo aproveita e corre para a casa da avó dela e devora a vovozinha, e depois engana a jovem garota com aquelas famosas perguntas que não citarei aqui. Porém nas versões que vemos hoje, no final da história a vovozinha e a Chapeuzinho são retiradas da barriga do lobo por um bondoso lenhador. Contudo nas versões mais antigas, esta história não possuía um final feliz. Devemos nos lembrar que o propósito destas histórias não era meramente entreter as crianças, mas lhe ensinar lições de moral e alertar sobre alguns perigos.

Assim, a viagem pela floresta, o lobo mau, eram na realidade mecanismos utilizados pelos adultos para dizer que as crianças deveriam ficar longe da floresta, a qual era um lugar perigoso tanto para crianças como para adultos. Na Idade Média e Moderna, em algumas regiões, bandos de lobos vagavam pelas campos causando perdas aos rebanhos de pastores, e gerando medo nas pessoas (em alguns casos, estas invasões de lobos, era consideradas como obras de bruxas e de lobisomens). Mas, a moral da história fica em se dizer que tenha cuidado com a floresta, não ande sozinho e cuidado com os estranhos. Nas versões mais antigas, tanto a Chapeuzinho como a sua avó, morriam no final. Há outras interpretações para esta história, mas me reterei a ficar apenas nessa. 
Outro conto com um tema sombrio é o conto do Barba-azul (La Barbe Bleue), escrito porCharles Perrault (1628-1703), publicado nosContos da Mamãe Gansa em 1697. Nessa história, uma mulher se torna noiva de um rico viúvo chamado Barba-azul, contudo este sombrio homem guardava um segredo tenebroso. Sua noiva ficara sabendo que seu marido já havia tido seis mulheres, as quais misteriosamente haviam morrido; a trama se desenvolve entre a curiosidade da mulher em saber o que se encontra atrás de uma porta que fica sempre trancada, num dia ela consegue pegar a chave do noivo e abre a porta, ao entrar no cômodo ela se depara com os cadáveres das ex-esposas pendurados nas paredes. Em si este conto tenebroso procurava alertar as mulheres e os pais para terem cuidado com os maridos que estes procuravam para suas esposas, e além disso em outra interpretação, temos também uma crítica para a "curiosidade feminina", tenha cuidado no que você procura, por que a verdade pode ser cruel.

"Na Itália, Barba Azul é um demônio, que atrai uma sucessão de moças camponesas para o inferno, contratando-as para lavar sua roupa e, depois, tentado-as com o truque habitual da chave da porta proibida". (DARNTON, 1986, p. 67).

"Longe de ocultar sua mensagem com símbolos, os contadores de histórias do século XVIII, na França, retratavam um mundo de brutalidade nua e crua". (DARNTON, 1986, p. 29).

No conto da Cinderela, o seu famoso sapato de cristal se tornou parte de uma das versões deste conto para dar um final feliz a protagonista, que nem sempre vivenciou algo do tipo. A história da Cinderela é bem antiga, versões deste conto foram encontrados na China antiga antes de Cristo, contudo as versões de Perrault, dos Grimm e da Disney são as mais conhecidas e famosas. Cinderela também pode ser encontrada sob o nome de a Gata Borralheira, a qual narra a história de uma jovem e bonita mulher sofredora que procura a felicidade.

"Num dos primeiros contos do ciclo de Cinderela, a heroína torna-se empregada doméstica, a fim de impedir o pai de forçá-la a se casar com ele. Em outro, a madastra ruim tenta empurrá-la para dentro de um fogão, mas incinera, por engano, uma das mesquinhas irmãs postiças". (DARNTON, 1986, p. 28).

Em algumas das versões europeias do conto, a Cinderela era uma jovem que passa a viver com a família da sua madrasta após a morte de seu pai, contudo sua madrasta e suas três filhas eram mulheres cruéis com Cinderela, a maltratando com profundo desprezo. Ela passa a viver como uma empregada ou uma serviçal no contexto da época. Tal história procurava retratar a realidade de algumas filhas que passavam a viver com suas madrastas, já que nesta época o índice de mortalidade era grande, sendo assim era comum haver muitos viúvos e viúvas, e nem sempre estes homens e mulheres eram gentis com os filhos de seus cônjuges. Assim, o incremento da fada, do sapato de cristal, do baile, do príncipe encantado, se tornou meios para que as mulheres pudessem ter a esperança de que a vida poderia ficar melhor, terem um sonho pelo qual lutar. Em algumas versões da história, a madrasta e suas filhas possuem um final bem cruel.

Tais ideais são visíveis em outros contos como daBela Adormecida (Dornöschen) e a Bela e a Fera (La Belle et la Bête), contos que de início possuíam um cenário sombrio, marcado por mortes, medo, traição e até mesmo estupros; mas, para se contornar tão sombria realidade, novos finais foram acrescidos as antigas histórias. Em uma das versões daBela Adormecida, essa era enganada pelo príncipe o qual a engravida e posteriormente a abandonava. Em algumas versões da Bela e a Fera, a Fera tenta violentar a Bela, em outras ela chega a se casar com a Fera que volta se tornar um homem normal, mas os dois vivem um péssimo casamento, pois o príncipe era um homem rude. Em ambos os casos a moral da história era se alertar as mulheres as falsas promessas que os homens faziam para conquistá-las.

No conto o Pequeno Polegar (Le Petit Poucet), história que se perde no tempo, tendo a versão de Charles Perrault como sendo a mais conhecida, narra a história de uma pequena criança chamada de Polegar, devido a sua diminuta estatura. Polegar era um dos sete filhos de um lenhador, o qual em um período de fome, decide abandonar os filhos para tentar salvá-los e a salvar a si mesmo e a sua esposa. Não irei relatar a história em si, mas o conto diz que o Pequeno Polegar e seus irmãos acabam chegando no castelo de um ogro, onde tentam sobreviver a sua voracidade, neste caso o final da história é feliz. Contudo tal conto expressa uma realidade dura dos europeus e especialmente neste caso dos franceses, a falta de comida assolou a França desde a Idade Média até o século XVIII, períodos de longos invernos e de longas secas, pragas, falta de técnicas melhores para aumentar-se a produção de alimentos, gerava más colheitas e logo a escassez de alimentos, em especial o trigo com o qual se fazia a farinha de trigo, logo o pão de cada dia, principal alimento da população.

"Durante quatro séculos - dos primeiros estragos da Peste Negra, em 1347, até o primeiro grande salto da população e produtividade, por volta de 1730 - a sociedade francesa permaneceu aprisionada em instituições rígidas e condições maltusianas". (DARNTON, 1986, p. 41).

Para tentar-se salvar a vida dos filhos, algumas famílias expulsavam os mais velhos para fora de casa, para que estes procurassem seguir seu próprio rumo, em alguns casos, as crianças mais novas eram deixadas nas portas de mosteiros e de igrejas, ou eram dadas ou vendidas para famílias ricas para que pudessem criá-las, e logo as salvassem. Em casos mais extremos, ocorria o infanticídio.

"Cerca de 45 por cento dos franceses nascidos no século XVIII morriam antes da idade dos dez anos". (DARNTON, 1986, p. 44).

A comida passou a ser um assunto recorrente em alguns contos conhecidos e outros desconhecidos, o sonho de se ter uma mesa farta era para muitas pessoas sua maior realização.

"Comer até se encher, comer até a exaustão do apetite (manger à sa faim), era o principal prazer que tentava a imaginação dos camponeses e que eles raramente realizavam em vida". (DARNTON, 1986, p. 53).
Gato de Botas (Le Maítre chat ou le Chat botté) fora escrito por Perrault e lançado no livro osContos da Mamãe Gansa em 1697. Nessa história um moleiro no fim de sua vida deixa sua herança para três filhos, para o mais velho ele lhe deixa o moinho, para o do meio, um burro, e para o caçula um gato. O filho mais jovem fica decepcionado em ter recebido um gato, o qual não lhe tinha utilidade nenhuma, pelo menos o burro poderia carregar algo. Mas, logo o gato se mostrou ser uma criatura especial, ele passou a andar sobre as patas traseiras, a usar botas e a falar, o gato se mostrou astuto e sagaz, e disse que poderia ajudar seu dono. Na história o gato engana um poderoso rei, que tinha o poder de se transformar em qualquer animal, o rei assumiu a forma de um poderoso leão, contudo o Gato de Botas o desafiou, dizendo que ele não conseguiria se transformar num pequeno rato, o rei aceitou o desafio para esbanjar seus poderes, e se transformou num rato, então o gato o devorou e assim seu dono se tornou o novo rei.

"O Gato de Botas italiano, como o francês, mas ao contrário do alemão, é uma raposa que brinca com a vaidade e a credulidade de todos em torno dela, para conseguir um castelo e uma princesa par seu dono". (DARNTON, 1986, p. 67).

A busca por riqueza, a fuga da pobreza, da extrema miséria tornou-se um sonho recorrente em contos como este e em vários outros. Contudo nem sempre a comida representou a salvação, ela em algumas histórias simbolizava perigo, como a maçã envenenada da Branca de Neve, ou neste caso a casa de doces em João e Maria

No conto de João e Maria (Hänsel und Grutel) tem sua versão mais conhecida pelas mãos dos Irmãos Grimm, já que tal história tem sua origem perdida no tempo. Em suma nesta história as duas crianças, os irmãos João e Maria estão perdidos em uma floresta, o caminho que eles haviam marcado com migalhas de pão, havia sido devorado por um corvo, deixando as crianças perdidas. Vagando pela floresta os dois encontram uma casa feita de doces, onde vive uma velha bruxa, que planejava engordar as crianças para comer-las. Em outras versões, não era uma bruxa mas um ogro, e em outras versões não havia uma casa de doces, mas uma mesa farta em comida, de qualquer forma o vilão sempre procurava devorar as crianças. Sonhar com comida, como já fora visto era um desejo procurado pelas pessoas nos tempos de fome, mas em alguns casos, a cobiça poderia ser traiçoeira.

Outra história que envolve comida, aventuras e perigos se encontra em João e o Pé de Feijão (Jack and the Beanstalk). Neste conto de origem inglesa, tendo a versão mais conhecida datada de 1890, por Joseph Jacobs, consiste numa adaptação de histórias bem mais antigas. Em suma o conto narra a história de João e sua mãe, ambos uma família pobre, que num dia não tendo mais o que comer em casa, a mãe de João pede que ele leve a vaca ao mercado para trocar por comida, contudo no caminho ou no mercado, João conhece um misterioso homem que o engana e o faz trocar a vaca porfeijões mágicos. Ao voltar para casa, a mãe de João fica indignada com o erro do filho, contudo João planta os feijões no quintal, e no dia seguinte ele descobre que um pé de feijão gigantesco que subia pelo céu se encontrava por ali. No topo do pé de feijão ficava um castelo onde vivia um gigante e sua esposa, em algumas versões a esposa do gigante não aparece, contudo o foco da história consiste nas artimanhas de João como ladrão, o que o leva a roubar os tesouros do gigante, tesouros estes que em algumas versões apontam para uma gansa que colocava ovos de ouro, e uma harpa de ouro mágica, contudo se pensarmos bem, o vilão da história não é o gigante, mas sim o próprio João. É ele que rouba e atenta contra o gigante que vivia em paz até então, e no fim é João que corta o pé de feijão que faz o gigante cair e morrer.

Se isso pareceu violento para um conto de fadas, saibam que em parte a história de João e o Pé de Feijão se baseia num conto inglês mais antigo, chamado de João o Matador de Gigantes (Jack the Giant Killer), tal história faz parte das chamadas lendas arturianas, histórias que envolvem o lendário rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Nesse caso João era um dos cavaleiros de Arthur, o mais versátil caçador de gigantes, mesmo com o tom violento e adulto, tal história é tida como um conto de fadas. Nas histórias de João o Matador de Gigantes ele caça e mata muitos gigantes pela Bretanha, Irlanda e Escócia, dentre os gigantes mais famosos que João matou estava Thunderdell, um gigante de duas cabeças. Na história, Thunderdell se mostra bem difícil de ser morto, então João consegue uma capa da invisibilidade e fica invisível, contudo o gigante percebe que há alguém com ele pelo cheiro e diz: "Fee-fi-fo-fum, sinto o cheiro do sangue de um inglês. Seja ele vivo, seja ele morto. Eu vou moer os ossos dele para fazer o meu pão".

Por fim um último conto que abordarei aqui é o conto da Branca de Neve(Schneewittchen), um conto da tradição oral alemã, tendo uma versão bem difundida pelos Irmãos Grimm. Na versão de Walt Disney, a Branca de Neve conta com a ajuda de simpáticos e engraçados sete anões, contudo em algumas versões alemãs desta história não há anões, os quais são substituídos por sete ladrões, em outras versões, os anões não são mineiros, mas ladrões, e existe versões que falam em dragões nessa história e até mesmo de uma irmã da Branca de Neve, chamada Rosa Vermelha. Nessa história também escrita pelos Irmãos Grimm, Branca de Neve é bem diferente da versão tradicional, e as duas irmãs vivem outras aventuras.


Basicamente na história de Branca de Neve a moral gira entorno de uma crítica a vaidade, da inveja, da cobiça, de se ter cuidado com estranhos e com o que eles lhe oferecem (a maçã envenenada personifica isso), da amizade, da união, ambos personificados pelo companheirismo dos sete anões ou dos sete ladrões, etc. 

Se até aqui estes contos pareceram sombrios para alguns saibam que nem todos eram assim, isso dependia também da região e do país, em certos lugares as pessoas preferiam uma história com a temática mais voltada para a comédia e outras para o medo.

"Enquanto os contos franceses tendem a ser realistas, grosseiros, libidinosos e cômicos, os alemães partem para o sobrenatural, o poético, o exótico e o violento. Naturalmente, as diferenças culturais não podem ser reduzidas a uma fórmula - astúcia francesa contra crueldade alemã - mas as comparações possibilitam que se identifique o tom peculiar que os franceses davam às suas histórias; e a maneira como eles contam histórias fornece pistas quanto à sua maneira de encarar o mundo". (DARNTON, 1986, p. 75).
NOTA: Charles Perrault (1628-1703), fora um importante escritor e poeta francês que contribuiu para a popularidade dos contos de fadas e da literatura infantil.
NOTA 2: Jacob Grimm (1785-1863) e Wilhelm Grimm (1786-1859), foram importantes escritores, contistas, linguísticas e folcloristas alemãs, que contribuíram para o estudo da tradição oral das antigas histórias alemãs compiladas em contos de fadas em suas próprias versões. Eles também contribuíram para a elaboração de um dicionário da língua alemã.
NOTA 3: Walt Disney lançou em 1937 sua versão animada de Branca de Neve, chamada de Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and Seven Dwarfs). Em 1950 fora a vez de Cinderela, em 1959A Bela Adomercida(Sleeping Beauty) e em 1991 sua versão de A Bela e a Fera (Beauty and the Beast). Contudo outros contos foram adaptados por Disney, mas reterei-me a estes que citei ao longo do texto.
NOTA 4: Os Irmãos Grimm também escreveram Branca de Neve e Rosa Vermelha (Schneewittchen und Rosenrot).
NOTA 5: Hoje pode-se encontrar novas versões destas histórias com temáticas mais cômicas, satíricas e até mesmo violentas e adultas.
NOTA 6: A série Sherk baseada no livro homônimo, perfaz uma miscelânea dos contos de fadas, especialmente nos filmes que abrangem o universo do livro. 
NOTA 7: O seriado Grimm retrata as aventuras e investigações de Nick Burkhardt entre outros parceiros seus. Nick descobre que é descendente de uma elite de caçadores de monstros chamados Grimms. A história do seriado gira em torno das missões e Nick e seus companheiros em se caçar osWesens, designação dada aos monstros dos contos de fadas. Embora não tenha uma ligação direta com os Irmãos Grimm o seriado os tem como inspiração. 
NOTA 8: O filme os Irmãos Grimm (2006) traz os dois irmãos como sendo falsos caçadores de monstros, porém os mesmos acabam se deparando com perigos reais. A história não se baseia nos contos dos verdadeiros Irmãos Grimm, mas faz alusão a seus autores. 
NOTA 9: O filme A Garota do Capuz Vermelho (Red  Riding Hood) de 2011, traz uma nova versão do conto da Chapeuzinho Vermelha, onde na história a mesma é uma adolescente e o Lobo mal é um lobisomem. 
NOTA 10: O filme Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman) de 2012, traz uma Branca de Neve valente. 
NOTA 11: O filme João e Maria: Caçadores de Bruxas (Hansel and Gretel: Witch Hunters) de 2013, amplia a história de João e Maria, contando que após sobreviverem ao cativeiro na Casa dos Doces, acabaram ficando órfãos e decidiram se tornar caçadores de bruxas. 
NOTA 12: O filme Jack, o Caçador de Gigantes (Jack the Giant Slayer) de 2013, consiste numa adaptação que mistura aspectos do conto de João e o Pé-de-Feijão e João, o Matador de Gigantes.  
NOTA 13: A série Once Upon a Time criada em 2011, se passa na ficcional cidade de Storybrooke, onde personagens de contos de fadas são transportados para o mundo real devido a uma maldição, e por sua vez a protagonista, Emma Swan é levada para o mundo destes contos, e tenta quebrar a maldição. A série mescla personagens e aspectos destes contos em sua trama. Uma série derivada intitulada Once Upon a Time in Wonderland, segue o conceito proposto da série original, mas só que agora misturando elementos das histórias de Alice e o País das Maravilhas

Referência Bibliográfica:
DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos: e outros episódios da história cultural francesa. Rio de Janeiro, Graal, 1986. (Capítulo I: Histórias que os camponeses contam: o significado de Mamãe Ganso).

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