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Terra Vermelha - Neste romance épico, monumental, como raras vezes se viu na literatura brasileira, o paranaense Domingos Pellegrini, um dos maiores escritores brasileiros da atualidade, conta a história de José e Tiana, ao longo de quatro décadas. A epopéia dos migrantes no processo de colonização do Oeste do Paraná é apenas o pretexto para o autor discorrer, numa narrativa cinematográfica e envolvente, sobre os grandes temas da existência humana. Emoção, paixão, luta pela vida, valores defendidos a ferro e fogo, conflitos: este romance de Domingos Pellegrini é absolutamente inesquecível, a ser lembrado, no futuro, como um de nossos maiores clássicos. O livro vai ser filmado pelo cineasta Ruy Guerra.
Terra Vermelha passou por duas editoras e cinco edições, graças a leitores apaixonados que recomendam o livro e insistem em encomendar nas livrarias, onde muitas vezes a resposta à procura é “acabou e não temos previsão”...
Mas o livro parece ter a garra de seus personagens, que lutam pelo que acreditam. Agora sai pela Editora Leya e o autor resolveu que merece ter um lançamento em Londrina, capital dos pés-vermelhos, e em Curitiba, vice-capital pé-vermelha. Este será no Museu Oscar Niemeyer, nesta sexta-feira, a partir das 19 horas.
Visitando as amplitudes do museu, o autor ficou a imaginar como se sentiriam ali os protagonistas José e Tiana, cujo amor começou num canavial, disputando quem seria o melhor cortador de cana. Ou como se sentiria ali, num prédio tão urbano, o fazendeiro Lázaro Góis, pioneiro ecologista num tempo em que nem se falava de ecologia, e que saía de Londrina a cavalo para, viajando um mês ida e volta, ir pagar em Tibagi o imposto territorial da sua fazenda encravada na floresta.
O autor ficou a matutar também como se sentiria, no edifício de concreto, o pedreiro Mané Felinto, que ralava as mãos nos tijolos e, com as mesmas mãos, era tesoureiro da Câmara Municipal, num tempo em que os vereadores nada ganhavam e a honra era o maior patrimônio. Ou como se sentiria ali o jornalista João Saldanha, que passava por Londrina a caminho da Guerrilha de Porecatu, e no hotel de Tiana e José hospedava a magreza e a valentia.
A passeata das putas. As grandes queimadas e as grandes geadas. Os rios cruzados de balsa. As estradas de intermináveis atoleiros, as nuvens de poeirão. No seu ônibus aberto dos lados, Celso Gracia recebendo galinhas como pagamento das passagens pelos colonos, e colocando no galinheiro sobre a capota. E o comerciante Zé do Cano confiantemente amontoando privadas para vender na cidadezinha ainda sem água encanada...
O mundo de Terra Vermelha, disse um leitor, é tão pleno de valores e emoções que até parece irreal..., mas é todo baseado em pessoas reais, que o autor conheceu em carne, osso e, principalmente, espírito. Se Terra Vermelha continua a apaixonar leitores, não será apenas por ser uma história de amor, amizades e lutas, mas por ser sobretudo uma profissão de fé na maior das forças, a fé na vida.
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