sexta-feira, 10 de julho de 2026

Revista Resumindo a Literatura — 5ª Edição Roseana Murray: a artesã das palavras, da memória e dos pequenos encantamentos

 


Introdução

Há poetas que escrevem sobre grandes acontecimentos, conflitos históricos e dramas universais. Roseana Murray escolheu outro caminho: voltou seu olhar para os pequenos acontecimentos da vida, para as lembranças da infância, para os gestos de afeto, para os objetos cotidianos e para os elementos da natureza.

Em seus versos, uma casa pode guardar memórias, uma borboleta pode representar a transformação, uma janela pode se abrir para o sonho e uma palavra pode se transformar em chave para outros mundos.

Nesta 5ª edição da Revista Resumindo a Literatura, acompanharemos a trajetória de Roseana Murray e conheceremos algumas das principais características de sua obra, marcada pela delicadeza, pela imaginação e pela capacidade de encontrar poesia nas coisas aparentemente simples.


Quem é Roseana Murray?



Roseana Murray passou mais de quarenta anos como uma arquiteta do etéreo, projetando o que ela chama de uma "arquitetura para a alma" por meio de mais de 100 livros publicados. Sua vida era uma tapeçaria tecida com fios de delicadeza — jardins, memórias e a música silenciosa das palavras. No entanto, a relação de Murray com a sobrevivência já estava gravada em seu DNA muito antes de ela pegar uma caneta pela primeira vez. Seu pai, Lejbus Kligerman, era um imigrante polonês que fugiu das sombras sufocantes do antissemitismo europeu, enquanto sua mãe, Bertha, carregava a força serena do interior brasileiro. Roseana cresceu em uma casa onde o silêncio frequentemente era um escudo, e a biblioteca foi sua primeira verdadeira armadura. 

Essa longa história de resistência silenciosa foi submetida a uma prova visceral e ensanguentada em 5 de abril de 2024. Na cidade litorânea de Saquarema, a caminhada matinal da poeta foi interrompida por um ataque de três pit bulls. Arrastada por cinco metros e deixada lutando pelo próprio fôlego, Murray perdeu o braço direito e uma orelha. Para muitos, uma tragédia assim seria o ponto final de uma longa frase. Mas, após treze dias no hospital estadual — o Hospital Estadual Alberto Torres, uma unidade pública (SUS) que hoje ela defende com imenso orgulho —, Murray emergiu não como vítima, mas como uma mulher vivendo um "segundo nascimento". Sua resiliência é uma verdadeira aula de transmutação: o processo alquímico de transformar uma "prova cruel" na graça de uma rima.


Uma vida dedicada à poesia

Murray sustenta uma visão radical, talvez até provocadora: a poesia não é um passatempo decorativo para os confortáveis; ela é infalível para o espírito humano. Ela rejeita a ideia da arte como um hobby secundário, insistindo que a literatura é uma ferramenta fundamental para tornar a existência suportável. Diante do luto coletivo ou da catástrofe pessoal, a poesia atua como um alívio literal — um alívio do peso da realidade.

 Em sua obra, ela apresenta o conceito do Armarinho Mágico, uma botica metafórica da alma onde ferramentas de sobrevivência são guardadas em potes. Ali, a alegria não é uma emoção vaga, mas um recurso funcional, uma necessidade para seguir adiante.

 "Como as pessoas não sabem, mas quando estão felizes, elas exalam um brilho azulado, dourado, e as borboletas o recolhem do ar. No Armarinho Mágico, é possível comprar um pote transbordando desse brilho da felicidade; ele serve para iluminar os dias escuros e sombrios."

 Ao tratar a arte como um kit de sobrevivência, Murray sugere que podemos armazenar conscientemente momentos de luz para usá-los como combustível quando o caminho à frente se tornar escuro.

Talvez a lição mais impressionante do "segundo nascimento" de Murray seja sua retomada do calendário. Nascida originalmente em 27 de dezembro, ela frequentemente sentia que seu aniversário era eclipsado pela sombra do Natal. Ao sobreviver ao ataque de 5 de abril, ela escolheu celebrar essa data como sua verdadeira chegada ao mundo. Isso não foi apenas sobrevivência; foi uma retomada de sua identidade.

 Embora seu "membro fantasma" lhe ofereça uma lembrança constante do trauma — manifestando-se como choques elétricos e sensações de queimadura — ela o rebatizou de "Braço Mágico". Ainda no leito do hospital, ditou a história de uma avó que perde um membro e transforma essa ausência em magia. Essa obra, *O Braço Mágico*, viria a tornar-se finalista do 67º Prêmio Jabuti, o mais prestigioso prêmio literário do Brasil. Além disso, a recuperação de Murray tornou-se uma homenagem ao SUS (Sistema Único de Saúde); ela expressou enorme orgulho pelo Hospital Estadual Alberto Torres, chamando-o de um exemplo "monumental" do que o Brasil pode oferecer.

 "Alguns momentos são sagrados, feitos como uma oração... o amor oferecido a nós como um buquê de girassóis, a qualquer hora, que cabe entre os braços."

Uma das lições mais profundas do "segundo nascimento" de Murray é sua recusa em conceder ao trauma poder sobre sua identidade. Enquanto muitos veriam o dia 5 de abril como um dia de luto, Murray escolheu resgatá-lo como seu verdadeiro momento de chegada ao mundo. Ela recusou o "luxo do ressentimento", preferindo olhar para a frente enquanto seu corpo ainda se recuperava.

 A passagem da dor para a força foi literal e imediata. Ainda em seu leito hospitalar, enfrentando os "choques elétricos" e as intensas sensações da dor do membro fantasma, ela ditou uma nova história: *O Braço Mágico*. O conto acompanha uma avó que perde um membro e transforma essa ausência em uma fonte de magia literária. Esse ato de criação foi tão poderoso que a obra se tornou finalista do prestigiado 67º Prêmio Jabuti. Ao mitificar a própria perda, Murray demonstra que não somos aquilo que nos acontece, mas as histórias que escolhemos contar sobre o que nos acontece.

A poesia das pequenas coisas

Murray defende uma medida de felicidade que rejeita deliberadamente objetivos grandiosos. Em vez disso, ela reúne "momentos microscópicos" em um balaio tecido com afeto. Trata-se de uma filosofia concreta e sensorial, na qual a textura complexa da resiliência é encontrada no físico e no imediato.

 Seus "ingredientes" para uma vida resiliente incluem:

 * Gotas de chuva em dias escaldantes.

* Pés descalços nas águas frescas de um rio.

* "Um quilo de preguiça" (medido como um precioso item de mercado).

* O sabor de um sorvete de abacaxi ou de coco.

* Um frasco de ar perfumado das montanhas ou do mar.

 Por meio da sinestesia, ela torna essas emoções tangíveis. A resiliência, no mundo de Murray, tem cheiro de alecrim e jasmim; possui a textura "azul" de uma palavra bem escolhida. Ao ancorar a alma nessas sensações físicas, ela cria uma base sólida que nem mesmo uma tempestade consegue facilmente destruir.

 Desde 1978, quando foi inspirada a escrever para crianças por seu filho André, Murray rejeita o tatibitate. Ela trata os jovens leitores como os profundos filósofos que são, capazes de lidar com a "gravidade da vida". Usa a poesia para abordar o "mistério das estrelas mortas" — temas como medo, tempo e morte — sem os filtros suavizadores que os adultos normalmente exigem.

 Ao falar daqueles que partiram, ela oferece um sentido de continuidade cósmica que fortalece em vez de assustar:

 "O mistério das estrelas mortas caminhando com sua luz azul... é possível falar da morte assim. Aqueles que se foram, continuo vendo sua luz."

 Essa abordagem ensina que a perda não significa desaparecimento. Ao apresentar a morte como uma luz azul que permanece, ela ajuda o leitor a encontrar uma maneira de atravessar o luto por meio de um sentimento de conexão eterna.

 Por fim, Murray propõe uma "Geografia Poética" como a única forma verdadeira de decifrar o mundo. Ela argumenta que a geografia acadêmica — a memorização de mapas e fronteiras — é insuficiente. Para compreender realmente a realidade, é preciso viajar pela memória, pelo sentimento e pelo "silêncio onde todas as palavras nadam como peixes dourados".

 Nessa arquitetura intelectual, a linguagem é o principal material de construção. Murray descreve o uso de "palavras como tijolos" para construir "castelos de sonhos", mas enfatiza um rigoroso processo de seleção:

 * Palavras-vagalume: são "redondas e macias", usadas para iluminar o mundo com amor e empatia.

* Palavras-espinho: são as palavras que ferem; Murray insiste que devem ser deixadas no "fundo da caixa do mundo".

 Para compreender nosso mundo, precisamos ir além do literal. Precisamos estar dispostos a olhar para os "espaços entre as coisas", usando a empatia como nossa principal bússola.

Infância, memória e imaginação

A infância ocupa um lugar importante na poesia de Roseana Murray.

Não se trata apenas da infância como uma fase da vida, mas como uma forma de perceber o mundo.

Em seus poemas, a criança aparece ligada à curiosidade, à brincadeira, à descoberta e à capacidade de transformar a realidade por meio da imaginação.

A memória também está presente como um território poético.

As casas antigas, os quintais, os cheiros, as vozes familiares e os gestos de carinho tornam-se caminhos para reencontrar pessoas, lugares e sentimentos.

A natureza como linguagem poética

A natureza aparece constantemente na obra de Roseana Murray.

Borboletas, pássaros, árvores, rios, flores, luas e ventos não funcionam apenas como elementos decorativos.

Eles participam da construção dos sentimentos e das imagens dos poemas.

A transformação da borboleta pode representar mudanças interiores.

O ninho pode simbolizar proteção e pertencimento.

O vento pode sugerir liberdade, passagem do tempo ou movimento.

A natureza torna-se uma linguagem por meio da qual a poeta fala sobre a vida humana.


A delicadeza que não significa fragilidade

A poesia de Roseana Murray costuma ser descrita como delicada.

Entretanto, delicadeza não deve ser confundida com superficialidade ou ausência de conflitos.

Seus versos também falam de perdas, ausências, saudades, medo, passagem do tempo e reconstrução.

A diferença está na maneira como esses temas são apresentados.

A autora não abandona a esperança, a beleza ou a imaginação, mesmo quando escreve sobre experiências dolorosas.

Sua delicadeza é uma forma de resistência.

A palavra como tecido

Em muitos poemas de Roseana Murray, a escrita aparece associada ao ato de tecer.

As palavras são como fios.

Os poemas são construídos como tecidos feitos de imagens, sentimentos e lembranças.

Essa metáfora ajuda a compreender sua produção literária.

A poeta aproxima fragmentos aparentemente separados e os transforma em uma unidade.

Uma lembrança, um objeto, uma paisagem e um sentimento podem ser costurados até formarem um poema.

Caderno de poesias de Roseana Murray feito para crianças


Revista Digital Resumindo a LiTeratura- 5ª Edição-Roseana Murray



Poesia: A chave da poesia

A obra de Roseana Murray mostra que a poesia pode ser uma casa aberta. Nela cabem amigos, lembranças, cheiros, brincadeiras, sonhos, bichos, árvores, avós, crianças e palavras mágicas.

No poema “A chave”, por exemplo, a autora fala de uma chave capaz de abrir paredes, portas, janelas, sentimentos, livros e poemas. Essa imagem mostra como a poesia abre passagens para outros mundos, ajudando o leitor a enxergar aquilo que nem sempre aparece na superfície da vida.

Há que encontrar a chave.

A que abrirá as paredes,
as portas e as janelas,
a que se esconde entre
as notas da harpa
dos sentimentos,
entre as páginas
de um livro,
nos versos de um poema,
entre as camadas do amor,
na água das lágrimas.

O cheiro da casa da avó

.Um dos pontos mais bonitos dos poemas reunidos é a presença da avó. Em “Colo de Avó”, “Máquina de Costura”, “Passarinhos” e “Desejo do cheiro da casa da avó”, a figura da avó aparece ligada ao cuidado, ao aconchego, à cozinha, aos cheiros, às histórias e ao amor.

A casa da avó é apresentada como um lugar de perfume, alimento, abraço e lembrança. A autora mostra que a memória afetiva também é matéria de poesia.

Tudo o que a avó fabrica

em sua cozinha encantada
tem cheiro bom:
bolo de chocolate, biscoito de nata,
sonhos embrulhados
em açúcar e canela,
que são como nuvens
no céu da boca e expulsam
qualquer pesadelo.
As mãos da avó,
cheias de farinha
e tempo acumulado,
acariciam, tocam na superfície
dos pães e da pele da gente
com tanto amor
que curam qualquer defeito
do lado esquerdo ou direito.

Na casa da avó
o ar é perfumado
e parece um abraço
e até o final dos tempos
o cheiro da casa da avó
fica grudado em nosso
pensamento.

A casa de todos os ninhos

A natureza está muito presente na poesia de Roseana Murray. Há borboletas, passarinhos, restinga, ninhos, flores, mar, montanhas, lua, estrelas, vento, rios e jardins. No poema “A Casa de Todos os Ninhos”, a natureza aparece como abrigo, proteção e morada de muitas vidas.

Em “A borboleta”, a transformação da lagarta em borboleta é apresentada como segredo, beleza e mistério. É uma poesia que ajuda a criança a observar o mundo natural com mais cuidado e encantamento.


Dia e noite, na restinga,

os perfumes de todas
as vidas, flores e frutas
e bichos,
misturados
aos cheiros da terra,
das lagoas, dos rios,
e da maresia,
se juntam, forram os ninhos,
ocupam cada recanto,
e voam
junto com os passarinhos.

A borboleta

Roseana Murray escreve sobre sentimentos de forma delicada, mas profunda. Em sua obra, o amor, a felicidade, a saudade, a alegria, a dor e a esperança aparecem em imagens poéticas. No poema “Máquina Fotográfica”, por exemplo, a autora imagina uma máquina capaz de fotografar sentimentos, dando cor a cada emoção.

Essa maneira de escrever ajuda a criança a perceber que os sentimentos também podem ser nomeados, desenhados, cantados e transformados em poesia.

Em sua casa casulo

bem enrolada nos fios,
a lagarta dorme a noite
dos que fabricam
asas no escuro.
O seu sono é de veludo
e segredo
e pouco a pouco,
enquanto o menino
e a menina piscam
os olhos,
não se sabe
como aconteceu:
a lagarta virou
borboleta azul,
vira virou
uma borboleta aquarela.

Fotografias de sentimentos


A máquina fotográfica
do Armarinho Mágico
é bem diferente:
Não faz fotos de paisagens,
bichos ou gente.
Fotografias de sentimentos
é o que faz.
Para cada um, uma cor.

Só vou contar a primeira
fotografia,
não importa se é noite
ou dia,
o amor é sempre dourado.
O resto você inventa.

Tecedeira da Luz




Músicas inspiradas nas poesias de Roseana Murray

A música As Poesias de Roseana apresenta, de forma leve e sensível, a delicadeza da autora, aproximando as crianças de seus poemas, imagens e encantamentos.

A música Tecedeira da Luz dialoga com a maneira como Roseana Murray trabalha a palavra poética: como quem tece fios de infância, natureza, memória, afeto e imaginação.

Essas músicas ampliam a experiência da leitura, permitindo que a poesia seja também cantada, ouvida e sentida. Assim, os poemas ganham ritmo, emoção e chegam às crianças de uma forma ainda mais encantadora.

A música amplia a experiência de leitura, permitindo que a poesia seja também ouvida, cantada e sentida pelo ritmo.










Podcast: a obra de Roseana Murray



Vídeos e apresentações









Roseana Murray e a permanência da poesia

A poesia de Roseana Murray permanece porque nasce de elementos que atravessam o tempo: a infância, a memória, a natureza, os afetos e o encantamento diante das pequenas coisas. Seus versos encontram beleza no cotidiano, transformando casas, jardins, pássaros, borboletas, avós, brinquedos e lembranças em matéria poética.

Mesmo quando fala de experiências simples, a autora alcança sentimentos universais. O leitor reconhece em seus poemas a saudade, a delicadeza, o desejo de imaginar e a necessidade de preservar aquilo que dá sentido à vida. Por isso, sua poesia dialoga tanto com as crianças quanto com os adultos, que reencontram nos versos fragmentos da própria infância.

A permanência de sua obra também está ligada à linguagem clara, sensível e musical. Roseana Murray não simplifica a poesia para o público infantil; ao contrário, oferece palavras capazes de despertar imagens, emoções e perguntas. Seus poemas respeitam a inteligência e a sensibilidade do leitor.

Em uma sociedade marcada pela pressa, pelo excesso de informações e pela efemeridade, sua obra convida à pausa e à contemplação. Ler Roseana Murray é reaprender a observar, escutar e sentir. É perceber que a poesia ainda pode habitar os gestos cotidianos, guardar memórias e iluminar aquilo que muitas vezes passa despercebido.

Assim, seus poemas permanecem porque não pertencem apenas a uma época. Eles continuam vivos sempre que uma criança descobre o poder das palavras, sempre que um adulto se recorda do que viveu e sempre que alguém encontra beleza nos pequenos encantamentos do mundo.

Por que ler Roseana Murray hoje?

Ler Roseana Murray hoje é reaprender a olhar.

É perceber que o extraordinário pode estar escondido em uma casa, em uma fotografia, no voo de uma borboleta ou no cheiro de uma lembrança.

Sua poesia oferece uma pausa.

Ela não exige pressa.

Convida o leitor a permanecer um pouco mais diante das palavras e a reconhecer os sentimentos que muitas vezes não conseguimos nomear.

Considerações finais

Roseana Murray construiu uma obra em que poesia, memória, natureza e imaginação caminham juntas.

Seus versos demonstram que a literatura não precisa se afastar da simplicidade para alcançar profundidade.

Ao transformar pequenos acontecimentos em imagens poéticas, a autora ajuda o leitor a reencontrar aquilo que o cotidiano frequentemente esconde: a beleza dos vínculos, a força das lembranças e a capacidade humana de recomeçar.

Roseana Murray se apresenta hoje como uma tecedeira da luz. Seu maior poema não está nas páginas de seus livros, mas no ritmo de sua recuperação e em sua recusa em permitir que um ataque brutal apague seu brilho. Ela nos lembra de que, mesmo quando a vida está "sempre por um fio", esse fio pode ser usado para costurar uma veste de imensa graça.

 Ao olharmos para sua trajetória — das sombras da história ao "segundo nascimento" em Saquarema —, somos levados a refletir sobre nossos próprios recursos interiores.

 Se você tivesse de encher um pote com um único "brilho" de felicidade para carregá-lo durante o seu dia mais sombrio, qual seria a cor dessa luz?

Nesta 5ª edição da Revista Resumindo a Literatura, celebramos uma poeta que tece palavras como quem tece luz, abrindo caminhos entre a infância e a vida adulta, entre o real e o sonho, entre a lembrança e o presente.


Créditos

Pesquisa, organização e produção textual: Maria Aparecida de Almeida

Edição: Revista Resumindo a Literatura — 5ª Edição

Autora homenageada: Roseana Murray

Músicas inspiradas na obra: Maria Aparecida de Almeida

Podcasts, vídeos e apresentações: Maria Aparecida de Almeida

Imagens: informar a autoria, a plataforma de criação ou a fonte de cada imagem utilizada.

Poemas e textos de Roseana Murray: pertencem à autora e às respectivas editoras. Os trechos eventualmente apresentados devem ser utilizados com finalidade de divulgação, comentário e análise literária, com a devida identificação da autoria.


Aviso sobre direitos autorais

Esta publicação possui caráter cultural, informativo e literário.

Os textos, poemas, imagens, músicas, vídeos e demais materiais apresentados pertencem aos seus respectivos autores e detentores de direitos.

As produções autorais desenvolvidas especialmente para esta edição estão devidamente identificadas.


Encerramento

Revista Resumindo a Literatura — 5ª Edição

Roseana Murray: a artesã das palavras, da memória e dos pequenos encantamentos

Uma edição dedicada à poeta que transforma lembranças em versos, sentimentos em imagens e palavras em fios de luz.

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