segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ziraldo Alves Pinto


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Ziraldo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
colunista e jornalista brasileiro. É o criador de personagens famosos, como o Menino Maluquinho, e é, atualmente, um dos mais conhecidos e aclamados escritores infantis do Brasil.[2]

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[editar]Vida

Ziraldo Alves Pinto passou toda a infância em Caratinga. É irmão do também desenhista, cartunista, jornalista e escritor Zélio Alves Pinto e também de Ziralzi Alves Pinto, seu grande irmão. Estudou dois anos no Rio de Janeiro e voltou a Caratinga, tendo concluído o módulo científico (atual ensino médio). Formou-se emDireito pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1957.[2] Seu talento no desenho já se manifestava desde essa época, tendo publicado um desenho no jornalFolha de Minas com apenas seis anos de idade.
Começou a trabalhar no Jornal Folha de Minas, de Belo Horizonte, em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e posteriormente no Jornal do Brasil, em 1963. Seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mirinho) conquistaram os leitores.
Em 1960, lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor,Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil.[2] Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil. Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial.
Foi fundador e posteriormente diretor do periódico O Pasquimtabloide de oposição aoregime militar, uma das prováveis razões de sua prisão, ocorrida um dia após a promulgação do AI-5.
Em 1980, lançou o livro "O Menino Maluquinho",[2] seu maior sucesso editorial, o qual foi mais tarde adaptado na televisão e no cinema.
Incansável, Ziraldo ainda hoje colabora em diversas publicações, e está sempre envolvido em novas iniciativas. Uma das mais recentes foi a "Revista Bundas", uma publicação de humor sobre o cotidiano que faz uma brincadeira com a revista "Caras", esta, voltada para o dia a dia de festas e ostentação da elite brasileira. Ziraldo foi também o fundador da revista "A Palavra" em 1999.
Ilustrações de Ziraldo já figuraram em publicações internacionais como as revistas Private Eye da InglaterraPlexus da França e Mad, dos Estados Unidos.
Ziraldo é pai da cineasta Daniela Thomas e do compositor Antonio Pinto.
Desde o ano de 2000 participa da "Oficina do Texto", maior iniciativa de coautoria de livros do Mundo, Criada por Samuel Ferrari Lago então diretor do Portal Educacional, onde já ilustrou histórias que ganharam textos de alunos de escolas do Brasil todo, totalizando aproximadamente 1 milhão de diferentes obras editadas em coautoria com igual número de crianças.

[editar]Prêmios

Em 9 de dezembro de 2008, Ziraldo foi agraciado com o VI Prêmio Ibero-americano de Humor Gráfico Quevedos.[3]
O prêmio foi atribuído pela "qualidade e importância de sua obra", "seu compromisso social" e sua "difusão e grande repercussão internacional" e homenageia a trajetória profissional de cartunistas espanhóis e ibero-americanos cuja obra se destaque pelo significado social e artístico

[editar]Polêmicas

Em 5 de abril de 2008, Ziraldo — e mais vinte jornalistas que foram perseguidos durante os anos de chumbo — teve seu processo de anistia aprovado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, e foi indenizado em mais de R$1 milhão, além de receber uma pensão vitalícia de R$ 4.375,88. Este 1 R$ milhão está de acordo com a lei, e tem relação aos atrasados da pensão, devido a demora no trâmite do julgamento. [4] Ele e o cartunista Jaguar receberam as maiores indenizações.[5] À época, Ziraldo afirmou que "o Brasil lhe devia" tal indenização, declarando: "Eu quero que morra quem está me criticando. Porque é tudo cagão e não botou o dedo na seringa. Enquanto eu estava xingando o Figueiredo e fazendo charge contra todo mundo, eles estavam servindo à ditadura e tomando cafezinho com o Golbery. Então, qualquer crítica que se fizer em relação ao que está acontecendo conosco eu estou me lixando".[4] O episódio foi comentado por seu antigo colega Millôr Fernandes, que se negou a exigir indenização, questionando: "Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?".[6]. Acontece que ele não foi "pago" devido a serviços prestados pela pátria. Ele foi reembolsado por prejuízos financeiros devido à Ditadura militar. Como foram várias pessoas como Dilma Rousseff.
Em 31 de março de 2011, Ziraldo, seu irmão Zélio Alves Pinto e mais 9 pessoas foram condenados por improbidade administrativa na realização, em 2003, do primeiro Festival Internacional do Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu (Festhumor) e no “Fantur - Iguassu dê uma volta por aqui”, em ação movida em 2006 pelo Ministério Público Federal. A ação relata que o dinheiro público municipal e federal foi mal utilizado porque, segundo a sentença, para o primeiro Festhumor, houve contratações sem licitação e pagamentos em duplicidade, que corresponde a remuneração dupla pelo serviço prestado uma vez. O processo relata ainda desvio de verba no Fantur, que foi uma ação promovida pela Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu para levar jornalistas e cartunistas para cidade, com todas as despesas custeadas pela prefeitura. Além disso, Ziraldo registrou indevidamente a marca do festival em seu nome no Inpi, contrariando o edital (que previa a cessão perpétua do desenho), e caracterizando assim a intenção de utilizar a marca comercialmente. Em 24 de novembro de 2011, a pena de Ziraldo foi fixada em dois anos, dois meses e 20 dias de reclusão, além do pagamento de multa de R$ 87.360. O juiz substituiu a prisão por prestação de serviço à comunidade ou entidades públicas, e o pagamento de um salário mínimomensal pelo mesmo período da pena. Ziraldo e os demais réus podem recorrer da decisão.[7][8][9]

[editar]Curiosidades

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  • Ziraldo foi um dos fundadores da Banda de Ipanema
  • No carnaval de 2003, foi tema da escola de samba paulistana Nenê de Vila Matilde e em 2012, será tema da Tradição.
  • Seu nome vem da combinação dos nomes de sua mãe, Zizinha com o de seu pai Geraldo: assim surgiu o Zi-raldo, um nome único.[10]
  • Ziraldo apresentou um programa de entrevistas de fim-de-noite antes de Jô Soares. Em 1982, dirigido por Maurício Sherman, Ziraldo comandava o programa Etc., na TV Bandeirantes, depois das 23h. Durou apenas um ano, mas fez história com a primeira longa entrevista de Dom Hélder Câmara sobre a ditadura.
  • Muitas vezes Ziraldo colabora com projetos sociais de cunho educacional e mesmo causas ambientais, como por exemplo a criação da logomarca da RPPN Rio das Lontras, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural próxima a Florianópolis, Santa Catarina.

[editar]Algumas obras e criações

Referências

[editar]Ligações externas

Wikiquote
Wikiquote possui citações de ou sobre: Ziraldo

Esse belo livro, também transformado em filme, fala sobre a sociedade humana e nossos dogmas, conceitos, ?certezas absolutas?, restrições, e o mais importante, a busca pela perfeição. Algumas pessoas, assim como Fernão, não se intimidam com a opinião e os conceitos coletivos, e partem em busca da sua verdade, testam seus limites e os superam. O maior problema é que essa busca sempre acontece seguindo o caminho contrário à correnteza, é um ser indo em sentido oposto a grande massa urbana. Fernão encontra apenas críticas a sua tentativa de voar mais alto e mais rápido do que as outras gaivotas, chegando a ser banido do grupo. Mas sua felicidade em superar os próprios limites fala mais alto e ele segue o seu próprio caminho, quebrando barreiras e tabus pré-estabelecidos pelo seu bando. Logo outras gaivotas começam a seguir o renegado Fernão, aprendendo suas técnicas de vôo, o que incomoda os anciões do bando. Mas assim é a vida, os velhos morrem um dia, e os novos que não se renderem a grande massa terão maior liberdade e reconhecimento pelos seus esforços.Em certa parte do livro, Fernão sofre um acidente e morre. Assim ele conhece o paraíso, conversa com a ?Grande Gaivota? e volta ao nosso mundo para transmitir o que aprendeu aos seus semelhantes, passar uma mensagem de paz, amor e igualdade. Mas os velhos do bando, cegos pelo orgulho, acham que conhecem toda a verdade e não aceitam os ensinamentos de Fernão. Assim como na ficção do livro, na vida real sempre existem jovens abertos a novos conhecimentos, cientes de sua cegueira, que irão buscar a verdade e aceitar os bons ensinamentos que lhes são transmitidos.
Depois de ler esse livro, é importante pararmos para analizar como está nossa vida, se estamos acomodados com o mundo, aceitando tudo que está errado simplesmente porque é assim. Se isso estiver acontecendo, então está na hora de acordar e lutar pelo que é certo, mesmo que tenha que ir contra o resto do mundo. Devemos lutar por nossos sonhos e seguir sempre nosso ideal, sem fazer mal a ninguém, amando a todos. O que é errado sempre será errado mesmo que todos façam, mas o que é certo sempre será certo mesmo que ninguém o faça.



domingo, 28 de outubro de 2012

O Menino do dedo verde

“O Menino do Dedo Verde” narra a história de um garoto chamado Tistu,que por não conseguir manter-se acordado durantes as aulas monótonas do colégio acaba sendo expulso do mesmo.Como solução para que sua formação intelectual não seja estagnada,seus pais resolvem ensiná-lo de outra maneira,fazendo com que Tistu aprenda com os próprios olhos,ensinando-lhe nos locais apropriados,a conhecer as pedras,o jardim,os campos,como funciona a cidade,as fábricas entre outras coisas,julgando ser a vida a melhor escola que existe.

Por se tratar do primeiro livro que li de Maurice Druon,tive de pesquisar a seu respeito,descobri que embora seja acadêmico e autor de romances históricos,nada perdeu de flexibilidade,de gratuidade lírica,não se deixou esclarecer nem emburguesar pelos títulos,lauréis e outros títulos que costumam obstruir a capacidade de escrever um livro infato-juvenil.Druon é capaz de articular um relato nesse dificílimo idioma que adultos e crianças entendem,os adultos é claro,se não mataram em si o espírito de poesia ao achar que criança não entende nada.

”O Menino do Dedo Verde” é um livro que devemos reler ao longo dos anos,se tivermos a oportunidade de lê-lo na idade cronológica certa,é um livro para meditar em toda sua riqueza,se já somos adultos.Trata-se de um livro preso às contigências sociológicas do mundo em que vivemos,escrito na era da poluição,da banalização de valores,de agressividade e desentendimento.Creio que a missão desse livro é justamente despoluir,humanizar,de certa forma reintroduzir a poesia num universo do qual ela se encontra exilada,e que livros como "Pollyanna","Pollyanna Moça","O Pequeno Príncipe","Alice no País das Maravilhas","Ei,Tem alguém aí?" e alguns outros buscam resgatar.

Maurice Druon foi capaz de criar um símbolo cujo significado jaz um pouco em cada leitor,capaz de florescer ao descobrir-se também possuidor de um polegar verde,e que na medida em que as páginas vão passando,o leitor atento vai descobrindo que ter o dedo verde é uma qualidade maravilhosa,um verdadeiro dom do céu.Uma poesia que só quem tem o coração "regado" pode cultivar.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Centenário de Jorge Amado


Centenário de Jorge Amado






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10 de agosto foi de aniversário de Jorge Amado - em 2012, ele faria 100 anos. Jorge Amado morreu em 2001, pouco antes de completar 89 anos. Foi um escritor prodigioso: entre romances, memórias e enredos infantis, escreveu quase 40 livros, publicados em 50 países. Em cada obra, Jorge Amado burilou a imagem do Brasil. E que país era esse? Um país mestiço, de misturas de raça (portugueses com índios e africanos); de culturas, religiões; e também de cores, sabores. Um país alegre, festeiro, mas também capaz de enormes desigualdades econômicas e sociais.

A produção deste especial contou com a colaboração de:
Reportagem: Marion Frank. Ilustração: Maurício Mello. Conteúdo: Antonio Dimas (Literatura - USP), Ana Helena Cizotto Belline (Literatura – PUC Campinas), Gildeci de Oliveira Leite (Literatura – Universidade do Estado da Bahia), Ilana Seltzer Goldstein (Antropologia – Unicamp), Lilia Moritz Schwarcz (Antropologia - USP), Norma Seltzer Goldstein (Pós-Graduação Letras - USP).
 
 
                                   

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Cartilha do direito internacional do trabalho infantil em quadrinhos


Cartilha do Direito Internacional do Trabalho em quadrinhos

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Cartilha do Direito Internacional do Trabalho em quadrinhos
Autor: 
 Anamatra; OIT
Fonte: 
 Brasília: Anamatra / OIT
Ano: 
 2011
Paginas: 
 50
Tipo: 
 Gratuito
As normas internacionais do trabalho são o principal instrumento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), para a promoção da justiça social no mundo. A Anamatra e a OIT acreditam que o respeito aos princípios e direitos fundamentais no trabalho será conquistado a apartir de iniciativas que tornem realidade o trabalho decente para homens e mulheres, promovendo o fortalecimento do diálogo social. Em linguagem didática e acessível, a cartilha explica o conteúdo das Convenções Fundamentais da OIT e oferece uma breve síntese da história do trabalho, das lutas e conquistas dos trabalhadores.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ler mais,ler melhor


Ler Mais, Ler Melhor - Mulheres Livres, de Maria de Belém Roseira, publicado pela Esfera dos Livros

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Jornal Literário — Resumindo a Literatura Homenageado da edição: Ferreira Gullar

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