terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Os 50 anos da Mônica - Reportagem do G1


Mauricio de Sousa e filha anunciam comemoração de 50 anos da Mônica

Revista, livro e bonecos 'retrô' de Mônica e Sansão saem em 2013.
Personagem inspirada na filha surgiu em 1963 em tira do Cebolinha; veja.



Maurício de Sousa, sua filha Mõnica e atriz caracterizada como a personagem dos quadrinhos cortam bolo de aniversário em entrevista coletiva em São Paulo (Foto: G1)Maurício de Sousa, sua filha Mônica e atriz
vestida como a personagem cortam bolo de
aniversário em entrevista em SP (Foto: G1)
Mauricio de Sousa e sua filha, Mônica, participaram nesta terça-feira (26), em São Paulo, de uma entrevista coletiva para anunciar uma série de eventos e produtos comemorativos dos 50 anos da Mônica. A personagem surgiu em 3 de março de 1963, em uma tira do Cebolinha (veja abaixo imagem da tirinha), antes de tornar a figura principal da série de quadrinhos.
Publicações especiais, exposições, espetáculos e novos produtos como versões "retrô" de bonecos da Mônica e do seu coelhinho, Sansão, saem em 2013.
Primeira aparição da personagem Mônica, em tira do Cebolinha de 3 de março de 1963 (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)Primeira aparição da personagem Mônica, em tira do Cebolinha de 3 de março de 1963 (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)
"Vamos depender também bastante do público [na comemoração]. O pessoal das redes sociais pode sugerir novas ideias e novas comemorações", disse Mauricio de Sousa, criador dos quadrinhos, durante a entrevista coletiva.
Mônica, inspiradora da personagem, que hoje trabalha na Mauricio de Sousa Produções, falou sobre a sua relação com a figura dos quadrinhos. "Quando entrei na escola, meu pai chegava e pediam para desenhar, principalmente a Mônica, e eu percebi a importância da personagem. Na pré-adolescência eu não gostava de ser a Mônica. Eu queria ser bonitinha, mas era baixinha, gordinha, dentuça. Depois eu assumi a personagem e amo ter sido a inspiradora dela."
Foto de Mônica, filha de Mauricio de Sousa, quando criança, e os primeiros esboços da personagem (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)Foto de Mônica, filha de Mauricio de Sousa, quando criança, e os primeiros esboços da personagem (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)
Uma revista especial de aniversário está prevista para chegar às bancas no dia 1º de março. Um livro com todas as capas da Mônica também será lançado em 2013.
Um espetáculo teatral de 1978, "Mônica e Cebolinha no mundo de Romeu e Julieta", será remontado e lançado em abril no Teatro Geo, em São Paulo. As roupas da peça são assinadas pelo estilista Fause Haten.
Também serão comemorados os 50 anos do Sansão, coelho de pelúcia da personagem Mônica. Artistas foram convidados para recriar a imagem de Sansão, com imagens em exposição no Memorial da América Latina, em São Paulo. A exposição já está aberta e fica em cartaz até o final de abril. Será lançado um Sansão de pelúcia amarelo – cor original do coelhinho nos primeiros quadrinhos coloridos.
Boneco de pelúcia do Sansão, o coelhinho da Mônica, em versão amarela, como era desenhado nos primeiros quadrinhos, será lançada em edição especial em 2013. Ao lado, a versão azul do coelho, das histórias atuais (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)Boneco de pelúcia do Sansão, o coelhinho da Mônica, em versão amarela, como era desenhado nos primeiros quadrinhos, será lançada em edição especial em 2013. Ao lado, a versão azul do coelho, das histórias atuais (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)
Uma grande exposição interativa, com originais das histórias, que vai contar toda a história da personagem, também será realizada até o fim do ano, em um grande museu de São Paulo, segundo a empresa, que ainda não revelou as datas e o local.
Selos postais da Mônica serão lançados em parceria com os Correios, além de outros produtos especiais, como a boneca "retrô" inspirada nos primeiros desenhos, e aplicativos para redes sociais.
Boneca da Mônica 'retrô', um dos produtos comemorativos de 50 anos da personagens a ser lançado em 2013 (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)Boneca da Mônica 'retrô', um dos produtos comemorativos de 50 anos da personagens a ser lançado em 2013 (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)
Na TV, será realizado o "mês da Mônica" no canal Cartoon Network, em março, com programa especial e pílulas de conteúdo comemorativo. Também será lançamento do deesenho Turma da Mônica Toy, com personagens repaginados e sem diálogos
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ana z. Aonde você vai? - Marina Colasanti


Ana Z onde vai você

                                                              Título: Ana Z aonde vai você - Marina Colasanti
Autora: Marina Colasanti


O livro Ana Z aonde vai você é muito bom, ele fala sobre uma menina que passa por muitas histórias para conseguir alcançar o seu objetivo. É  tipo um romance imaginário eu encomendo este livro para vocês lerem, vão gostar. 

Gênero literário: romance imaginário

O livro Ana Z fala de uma menina que perde seu colar no poço fundo e escuro e ela desce naquele poço para pegar seu colar. Chegando lá no fundo, ela começa imaginar, ver pessoas, conversar dentro do poço. Ela vai passando por cada história para conseguir encontrar o seu lindo colar de pérolas.
Na minha opinião o livro Ana Z é muito legal, fala de uma menina que passa por histórias imaginárias, é muito bom para quem gosta de um grande amor imaginário que passa por muitas barreiras para conseguir ficar com o seu grande amor.    
A leitura é muito importante porque ela nos ajuda a aprender a evoluir no nosso dia-a-dia, a perder a timidez e saber sobre os escritores e os autores saber sobre os romances, poemas e muito mais por isso leia. Ler é muito bom.   

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Ana e Pedro Cartas- Vivina de Assis Viana

Ana mora em São Paulo, gosta de ler, de ir ao cinema e de estar à beira-mar. Pedro é de Belo Horizonte, gosta de futebol, escreve poesias e ama as montanhas.Durante um ano eles trocam cartas. E também livros, poesias, ternura. A relação desses dois adolescentes vai se estreitando e a vontade de se conhecerem pessoalmente cresce. Como será o encontro de Ana e Pedro?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Poesia das coisas Simples- Moacyr Scliar


A POESIA DAS COISAS SIMPLES
 - Crônicas
Companhia das Letras
144 páginas
Preço:R$29,50


A poesia das coisas simples
 reúne 82 crônicas escritas entre outubro de 1977 e novembro de 2010. A coletânea, organizada e prefaciada por Regina Zilberman, é formada por três grandes seções: “Leituras, livros, literatura”, “Pessoas e personagens” e “Outras histórias”. O leitor se encantará com um Scliar vivo e móvel, falando com a leveza característica da crônica para revelar, uma e outra vez, o prazer que retirava do manejo da palavra, tão típico de sua literatura.
Scliar discorre sobre as ideias evocadas por leituras e experiências, fala de pessoas queridas e admiradas, de fatos políticos e da crônica cotidiana. Aparecem - e passam, como num desfile - seus familiares e amigos, as lembranças da infância no bairro judeu do Bom Fim, em Porto Alegre, observações literárias, retratos de personalidades que admirava.
Cobrindo três décadas de história brasileira, os textos também comunicam, com elegância e firmeza, a resistência ao arbítrio e o decidido apoio do escritor à promoção da justiça social. Reunidas, essas crônicas são um retrato intelectual e humano de um escritor que ocupa um lugar enorme no cenário contemporâneo: um homem generoso e atento que escrevia histórias, para quem “o tema das histórias na verdade era pouco importante. O importante era o próprio ato de narrar”

Lição de coisas- Carlos Drummond de Andrade


LIÇÃO DE COISAS
Companhia das  Letras
144 páginas
Preço:R$ 29, 50

Lição de coisas veio a lume em 1962, mesmo ano em que o próprio Drummond organizou - com inaudita perspicácia - a Antologia poética. Há, para o leitor mais atento, de fato um diálogo a ser estabelecido entre os dois livros. Se na Antologia o poeta revia o próprio legado àquela altura de seus trinta anos de carreira e dos sessenta de vida, neste livro original ele projeta seus grandes temas, como o passado, Minas, a brevidade da vida e a observação do tempo, em diálogo com a poesia do período, como o Concretismo.
Há no volume desde peças mais tradicionais que se tornariam clássicos do autor, como “O padre, a moça” (que iria inspirar o filme O padre e a moça, dirigido em 1965 por Joaquim Pedro de Andrade), até novidades absolutas como “Isso é aquilo”, espécie de poema-catálogo que iria inspirar muitos outros poetas e compositores: “o fácil e o fóssil/ o míssil e o físsil/ a arte e o enfarte/ o ocre e o canopo [...]”. Um marco verdadeiro na literatura brasileira.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O Jardim Secreto-Frances Hodgson Burnett



É engraçado como uma história aparentemente infantil fala tanto sobre os sentimentos e ações adultas. O Jardim Secreto é um livro para todas as idades, da autora Frances Hodgson Burnett.

No início do livro, Mary mora na Índia e é criada pelos empregados, que a temem e sentem repulsa pela menina, pois esta é mimada e petulante. Seus pais não lhe dispensam qualquer atenção e quando morrem de peste, a menina não sente nada, nem saudade, nem pena, já não tinha pais quando estes eram vivos. Daí Mary vai morar na Inglaterra, com um tio rico e viúvo, porém amargurado pela morte da esposa. Ao chegar lá, não tem amigos e para passar o tempo, ela começa a explorar a mansão. Aos poucos sob os cuidados da empregada da casa, Marta, a menina vai soltando-se, pois esta conta-lhe histórias sobre sua família numerosa, mas que apesar das adversidades é muito unida. É a partir daí que ocorre a mudança na vida da pequena Mary, pois ao ser apresentada a Dickon, irmão de Marta, a menina começa a descobrir os pequenos prazeres da infância e a deixar germinar dentro de si o amor, a bondade e a amizade.

Enfim, é maravilhoso acompanhar o desabrochar de Mary para a vida. Quando chega a mansão do tio, ela é uma menina enraivecida e mimada, mas quando entra em contato com a natureza e com pessoas que gostam dela (Marta e Dickon), ela começa a mudar. A descoberta do jardim faz com que a menina modifique-se mais ainda, que pertencia a sua tia falecida, mas que após a sua morte por representar uma lembrança dolorosa a família foi fechado, onde todas as plantas e sementes existentes lá morreram.

A parte que mais gostei foi quando Mary conhece o primo Colin, que vive recluso em um quarto pensando que vai morrer e/ou ficar corcunda. O menino dá acessos contínuos de histeria, que causam sérios danos a sua saúde. Tão mimado, exigente e mau quanto Mary era no passado, em dado momento Mary vê-se obrigada a dizer-lhe umas boas verdades e convida-o para sair do quarto claustrofóbico e ver a primavera chegar e as plantas crescerem. É o início para uma nova vida... Início para amizade nascer!

O Jardim Secreto é uma história que simboliza sobre nosso mundinho secreto onde muitas vezes nos fechamos tanto que não permitimos que ninguém se aproxime. Ahhh, o jardim é simplesmente um sonho bom demais. Sonho que pode se tornar realidade se plantarmos lindas rosas (harmonia, paz, amor, amizade, verdade, justiça...) no nosso coração e arrancarmos as ervas daninhas que teimam em crescer (orgulho, vaidade, inveja, desamor, solidão, mentira, fofoca...). 

É uma leitura que indico com certeza!!!

Veja mais:


http://livrosfilmesemusicas.blogspot.com/2010/06/o-jardim-secreto.html

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Lançamentos Publicados no dia 09/02/2013- Jornal Estado de Minas


Lançamentos

Publicação: 09/02/2013 04:00
MISTÉRIO-BUFO
De Vladímir Maiakóvski
Editora 34, 200 páginas, R$ 39

 
Maior figura da literatura russa de vanguarda, Maiakóvski (1893-1930) foi, além de poeta, um dos dramaturgos de destaque. A peça Mistério-bufo, que ganha a primeira tradução diretamente do russo para o português por Arlete Cavaliere, que também assina o ensaio “O teatro de Maiakóvski: mistério ou bufo?”, que faz parte da edição. Mistura de comédia, crítica social e crônica paródica da história contemporânea, a peça propõe uma narrativa alegórica da Revolução Russa, combinando alusões à Bíblia com cenas de inspiração circense.


A MORTE DO INIMIGO
De Hans Keilson
Editora Companhia das Letras, 256 páginas, R$ 42

Em plena Alemanha de 1930, um jovem judeu fica fascinado por um “inimigo” que aos poucos ascende ao poder: B., líder populista cuja propaganda política cria uma atmosfera cada vez mais ameaçadora, opressiva e antissemita. Diante da barbárie, o protagonista decide assumir uma neutralidade moral, defendendo que, até num duelo de vida ou morte, é preciso levar em conta as razões do inimigo. Assim, distancia-se cada vez mais de seu povo, enquanto se vê progressivamente absorvido pela figura de um ditador. Publicado em 1959, o livro passou cinco décadas relegado ao esquecimento, até ser reconhecido como obra-prima, com reedições na Europa e inúmeras traduções ao redor do mundo. 


A ARTE DE ROUBAR – EXPLICADA EM BENEFÍCIO DOS QUE NÃO SÃO LADRÕES
De D. Dimas Camándula
Editora Unesp, 228 páginas, R$ 34


Escrito no século 19 pelo espanhol Pedro Felipe Monlau sob o pseudônimo D. Dimas Camándula, o livro, com seu estilo clássico e sarcástico, atravessou o tempo sem perder sua desconcertante atualidade. Tema que jamais saiu da berlinda em toda a história e parece revigorar-se a cada dia, a propensão humana ao roubo, para o autor, é inata e comum a todos os mortais. Camándula esclarece que há duas categorias de ladrões – a de ladrões “normais” e a de ladrões “excepcionais”, informação fundamental para justificar a obra. Dirigido aos ladrões “normais”, os “homens de bem”, o livro apresenta-se como manual prático para ajudá-los a se prevenir da ação malévola do outro grupo. 


O SUJEITO NA CONTEMPORANEIDADE
De Joel Birman
Editora Civilização Brasileira, 160 páginas, R$ 29,90


Da modernidade à atualidade, algo de fundamental aconteceu nas categorias constitutivas do sujeito, redirecionando então as linhas de força do seu mal-estar. É no quadro estrito desse contraste que se inscreve a espinha dorsal do estudo. Sem deixar de levar em conta a situação socioeconômica e cultural, mas focalizando nas formas de mal-estar que assaltam o sujeito na contemporaneidade, Birman faz uma análise acurada das linhas de forças em jogo nesta passagem de um sujeito da modernidade para o sujeito contemporâneo. Entre os temas tratados pelo autor estão o vazio do existir, a violência, a somatização e a cultura das drogas.


JAMES LINS – O PLAYBOY QUE NÃO DEU CERTO
De Mario Prata
Editora Planeta, 192 páginas, R$ 24,90


Escrita nos anos 1990 no formato de folhetim, a novela narra em primeira pessoa os acontecimentos que se seguiram à prisão de James Lins, um suposto amigo de infância do escritor Mario Prata, condenado a mais de 200 anos de prisão. A história de James (o nome é formado pelas iniciais do personagem, José Augusto Magalhães Esteves Soares) é dividida em 30 capítulos, em clima de simulação, que renderam muitas cartas de leitores e consequente interatividade, com mudança dos rumos da trama durante a publicação das crônicas no jornal.

Feito em Casa- Reportagem do Estado de Minas


Feito em casaLivrarias de Belo Horizonte resolvem investir no produto que conhecem bem, o livro, e criam pequenas editoras com catálogo selecionado. O grande problema é a distribuição

Carlos Herculano Lopes
Publicação: 14/02/2013 04:00
Oséias Ferraz, da Crisálida, começou editando clássicos e hoje publica livros de vários gêneros (Euler Júnior/EM/D.A Press)
Oséias Ferraz, da Crisálida, começou editando clássicos e hoje publica livros de vários gêneros

Exemplos de livreiros que, de tanto lidar com o produto, com o passar do tempo acabaram também se tornando editores são comuns na história brasileira. Talvez o caso mais famoso seja o de José Olympio, que, em 1931, em São Paulo (transferindo-se depois para o Rio), criou a José Olympio Editora, hoje incorporada ao Grupo Editorial Record, que se tornaria uma das casas editoriais mais lendárias do país. Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Rachel de Queirós e José Lins do Rego, entre outros, passaram por lá. Sair pela José Olympio, durante muitos anos, foi sinônimo de privilégio e qualidade.

Aqui em Minas, de uns anos para cá, essa tradição vem sendo retomada, numa demonstração de que o livro, apesar de muitos dizerem o contrário e da concorrência da internet, continua em alta. É o caso de Welbert Belfort, o Betinho. Mineiro de Ouro Preto, de 48, há 19 chegou a Belo Horizonte, onde, em 1997, resolveu abrir uma livraria, a Scriptum, que inicialmente funcionava na Rua Pernambuco, na Savassi, antes de ser transferida para o endereço atual, na Rua Fernandes Tourinho, no mesmo bairro. 

Ex-bancário e ex-estudante de história, Betinho conta que a Scriptum, desde sua inauguração, sempre procurou apoiar movimentos culturais, seja oferecendo seu espaço, confeccionando cartazes ou até mesmo auxiliando com dinheiro. Mas a ideia de transformá-la em editora só surgiu em 2004, como uma maneira de fortalecer institucionalmente a marca. Depois de formado um conselho editorial, que continua tendo “todos os poderes” em relação às publicações, ele se recorda de que o primeiro livro que conseguiram lançar pelo selo Scriptum foi a coletânea de poemas Trívio, de Ricardo Aleixo. 

De lá para cá, diz o livreiro e editor, além de algumas revistas ligadas à área de psicanálise, como Estudos lacanianos, que é editada em parceria com o curso de pós-gradução em psicologia da UFMG, e Curinga, que tem o apoio da Escola Brasileira de Psicologia de MG, já publicaram cerca de 90 livros de gêneros diversos, como poesia, contos, romances, ensaios, crítica literária e história, entre outros. 

“Fomos a primeira editora brasileira a lançar Ana Martins Marques e Carlos Brito e Melo, que hoje estão na Companhia das Letras, ganhando prêmios e fazendo sucesso país afora”, diz. Na área da psicanálise, que é um dos fortes da casa, já colocaram nas livrarias autores como Sérgio de Castro, Margarete Couto, Graziela Bessa e Celso Rennó, além de alguns estrangeiros. 

Entre os próximos lançamentos da Scriptum, programados ainda para este semestre, estão Indo ao futuro para entender as mães, de Barbara Muniz, que inaugura a coleção infantojuvenil da editora, e O silêncio anterior, do médico Narciso Bedran. O livro terá prefácio do jornalista Roberto Pompeu de Toledo.

Entre as dificuldades enfrentadas por uma pequena editora, Betinho afirma que a maior continua sendo a distribuição. Aí estão presentes uma série de fatores que entravam o envio dos livros, principalmente para outros estados, como a logística, os custos, o transporte e a burocracia fiscal. “Mas de uns tempos para cá a situação tem melhorado e em São Paulo, por exemplo, já conseguimos colocar nossos livros em livrarias como a Cultura, Saraiva, Livraria da Vila e algumas outras”, comemora. 

Clássicos
 Outro livreiro, o goiano Oséias Ferraz, que chegou a Belo Horizonte há 20 anos, também acabou transformando sua livraria, a Crisálida, numa editora. Ainda funcionando no local de origem, o Edifício Maletta, no Centro, Oséias conta que no início sua pretensão era editar apenas clássicos brasileiros e estrangeiros esgotados, como era o caso de William Blake, D. H. Lawrence e Heinrich Heine.

Nessa linha, um dos últimos lançamentos da editora foi o livro A alma encantadora das ruas, do cronista João do Rio, cuja primeira edição havia saído em 1908. Recentemente, publicaram Godard, cinema e literatura, com entrevistas feitas por Mário Alves Coutinho com 11 especialistas franceses. Para este ano, adianta, estão previstos vários lançamentos, alguns com a Editora Autêntica, cuja parceria já rendeu O belo autônomo – textos clássicos de estética, organizado por Rodrigo Duarte. “Foi uma maneira que encontramos de viabilizar nossos projetos com mais agilidade”, diz Oséias.

Assim como Betinho, o maior problema que Oséias enfrenta é a distribuição. “Isso aqui no Brasil sempre foi complicado. São muitos títulos editados, poucas livrarias e pouco espaço para exposição. Além do mais, a maioria dos nossos livreiros, infelizmente, não é leitor e só quer reproduzir nas vitrines a listas dos mais vendidos, o que faz com que as editoras que trabalham com outros nichos fiquem sem espaço”, afirma.

Parceria
 Quem também tem apostado no sonho de editar livros é Álvaro Gentil. Mineiro de Ituiutaba, de 51, e ex-estudante de agronomia, ele conta que o embrião da sua editora, a Asadepapel (nome dado em homenagem a um livro homônimo de Marcelo Xavier), foi um jornalzinho literário, Manuscritos, editado pela Livraria Café Book, onde trabalha. Como a experiência deu certo, ele resolveu aventurar-se no ramo da edição. “Percebi também que existia uma falta de editoras em Belo Horizonte voltadas para o lançamento de livros de ficção e por isso resolvi seguir em frente. O primeiro volume que conseguimos publicar foi a coletânea Crônicas do fim do tempo, do jornalista Roberto Mendonça. Isso foi há 10 anos e, de lá para cá, já lançamos cerca de 20 títulos, a maioria em parceria com os autores, em edições de 300 a 500 exemplares”, diz Gentil.

Entre os últimos lançamentos da editora, que se esmera em entregar ao leitor um produto final bem-acabado, estão os livros Até o apagar da velha chama, de Nilton Eustáquio; Concreto quase, de Fabiano Novaes; Tito, totiti, titoti, de Raquel Vale; Aonde quer que eu vá, de Cynthia França; e Donzelas para povoar, de Ana Medina. No próximo mês, a Asadepapel deve lançar Guardiões, de Gustavo Campos.

Seguindo os passos dos seus colegas livreiros, Alencar Perdigão, de 48, e que desde 1993 está à frente da Quixote Livraria, também resolveu abrir sua própria editora, Aqui se imprimem livros, nome dado em homenagem a uma passagem de Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. “Começamos no ano passado com a publicação de dois títulos: Pedacim de mim, de Marcos Tota, e Corteatrela, da psicanalista Vera Valadares, e este ano pretendemos publicar 10 títulos, em parceria ou não com os autores”, diz. 

Assim como Betinho Belfort, da Scriptum, Oséias Ferraz, da Crisálida, e Álvaro Gentil, da Asadepapel, também para Alencar a distribuição continua sendo a grande pedra no sapato dos editores mineiros. “Não só no nosso, mas da maioria dos pequenos editores do país”, conclui.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Grandeza de Marx- De Sousa Dias

filboxaudiovisuais enviou Ler Mais, Ler Melhor - Grandeza de Marx, de Sousa Dias, publicado pela Assírio & Alvim.
Ler Mais, Ler Melhor - Grandeza de Marx, de Sousa Dias, publicado pela Assírio & Alvim
Ler Mais, Ler Melhor - Grandeza de Marx, de Sousa Dias, publicado pela Assírio & Alvim

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Chiquinha Gonzaga- Biografia


Biografia

Era filha de José Basileu Gonzaga, general do Exército Imperial Brasileiro e de Rosa Maria Neves de Lima, uma negra muito humilde. Apesar de opiniões contrárias da família, casou-se após o nascimento da menina Francisca. Chiquinha Gonzaga foi educada numa família de pretensões aristocráticas (seu padrinho era Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias). Ela conviveu bastante com a rígida família do seu pai. Fez seus estudos normais com o Cônego Trindade, um dos melhores professores da época, e musicais com o Maestro Lobo, um fenômeno da música. Desde cedo, frequentava rodas de lundu, umbigada e outros ritmos oriundos da África, pois nesses encontros buscava sua identificação musical com os ritmos populares que vinham das rodas dos escravos.
Inicia, aos 11 anos, sua carreira de compositora com uma música natalina, Canção dos Pastores. Aos 16 anos, por imposição da família do pai, casou-se com Jacinto Ribeiro do Amaral, oficial da Marinha Imperial brasileira e logo engravidou. Não suportando a reclusão do navio onde o marido servia, (já que ele passava mais tempo trabalhando no navio do que com ela) e as ordens dele para que não se envolvesse com a música, além das humilhações que sofria e o descaso dele com seu sonho, Chiquinha, após anos de casada separou-se, o que foi um escândalo na época.
Leva consigo somente o filho mais velho, João Gualberto. O marido, no entanto não permitiu que Chiquinha cuidasse dos filhos mais novos: Sua outra filha, Maria do Patrocínio e do filho, o menino Hilário, ambos frutos daquele matrimônio. Ela lutou muito para ter os 3 filhos juntos, mas foi em vão. Sofreu muito com a separação obrigatória dos 2 filhos imposta pelo marido e pela sociedade preconceituosa daquela época, que impunha duras punições à mulher que se separava do marido.
Chiquinha Gonzaga aos 78 anos
Anos depois, em 1867, reencontrou seu grande amor do passado, um namorado de juventude, o engenheiro João Batista de Carvalho, com quem teve uma filha: Alice Maria. Viveu muitos anos com ele, mas Chiquinha não aceitava suas traições. Separa-se dele, e mais uma vez perde uma filha. João Batista não deixou que Chiquinha criasse Alice, ficando com a guarda da filha. Apesar disso tudo, Chiquinha foi muito presente na vida de todos os seus quatro filhos, mesmo só criando um deles. Ela sempre estava acompanhando a vida deles e tendo contacto.
Ela, então, passa a viver como musicista independente, tocando piano em lojas de instrumentos musicais. Deu aulas de piano para sustentar o filho João Gualberto e mantê-lo junto de si, sofrendo preconceito por criar seu filho sozinha. Passando a dedicar-se inteiramente a música, onde obteve grande sucesso, sua carreira aumentou e ela ficou muito famosa, tornando-se também compositora de polcasvalsastangos e cançonetas. Antes, porém, uniu-se a um grupo de músicos de choro, que incluía ainda o compositorJoaquim Antônio da Silva Callado, apresentando-se em festas.
Aos 52 anos, após muitas décadas sozinha, mas vivendo feliz com os filhos e a música, conheceu João Batista Fernandes Lage, um jovem cheio de vida e talentoso aprendiz de musicista, por quem se apaixonou. Ele também se apaixonou perdidamente por essa mulher madura que tinha muito a ensinar-lhe sobre música e sobre a vida. A diferença de idade era muito grande e causaria mais preconceito e sofrimento na vida de Chiquinha, caso alguém soubesse do namoro. Ela tinha 52 anos e João Batista, apenas 16. Temendo o preconceito, fingiu adotá-lo como filho, para viver o grande amor. Esta decisão foi tomada para evitar escândalos em respeito aos seus filhos e à relação de amor pura que mantinha com João Batista, da qual pouquíssimas pessoas na época entenderiam, além de afetar sua brilhante carreira. Por essa razão também, Chiquinha e João Batista Lage, ou Joãozinho, como carinhosamente o chamava, mudaram-se para Lisboa, em Portugal, e foram viver felizes morando juntos por alguns anos longe do falatório da gente do Rio de Janeiro. Os filhos de Chiquinha, no começo, não aceitaram o romance da mãe, mas depois viram com naturalidade. Fernandes Lage aprendeu muito com Chiquinha sobre a música e a vida. Eles retornaram ao Brasil sem levantar suspeita nenhuma de viverem como marido e mulher. Chiquinha nunca assumiu de fato seu romance, que só foi descoberto após a sua morte através de cartas e fotos do casal. Ela morreu ao lado de João Batista Lage, seu grande amigo, parceiro e fiel companheiro, seu grande amor, em 1935, quando começava o Carnaval.

[editar]Carreira

Atraente
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Choro "Atraente", de Chiquinha Gonzaga, gravação com Pixinguinha no saxofone e Benedito Lacerda na flauta

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Cubanita
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Habanera "Cubanita", de Chiquinha Gonzaga, gravação de 1908 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

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Sultana
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Polca choro "Sultana", gravação de 1908 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

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Corta jaca (Gaúcho)
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Maxixe "Corta jaca (Gaúcho)", gravação de 1908 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

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Falena
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Valsa "Falena", gravação de 1913 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

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Plangente
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Valsa "Plangente", gravação de 1912 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

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Pudesse esta paixão
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"Pudesse esta paixão", gravação de 1912 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

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Te amo
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"Te amo", gravação de 1908 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

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A necessidade de adaptar o som do piano ao gosto popular valeu a glória de tornar-se a primeira compositora popular do Brasil. O sucesso começou em 1877, com a polca 'Atraente'. A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, resolveu lançar-se no teatro de variedades e revista. Estreou compondo a trilha da opereta de costumes "A Corte na Roça", de 1885. Em 1911, estreia seu maior sucesso no teatro: a opereta Forrobodó, que chegou a 1500 apresentações seguidas após a estreia - até hoje o maior desempenho de uma peça deste gênero no Brasil. Em 1934, aos 87 anos, escreveu sua última composição, a partitura da peça "Maria". Foi criadora da célebre partitura da opereta Juriti, de Viriato Corrêa.
Por volta de 1900 conhece a irreverente artista Nair de Tefé von Hoonholtz, a primeira caricaturista mulher do mundo, uma moça boêmia, embora de família nobre, da qual se torna grande amiga. Chiquinha viaja pela Europa entre 1902 e 1910, tornando-se especialmente conhecida em Portugal, onde escreve músicas para diversos autores. Logo após o seu retorno do continente europeu, sua amiga Nair de Tefé casa-se com o então presidente da República Hermes da Fonseca, tornando-se primeira-dama do Brasil.
Chiquinha é convidada pela amiga para alguns saraus no Palácio do Catete, a então morada presidencial, mesmo sob a contrariedade notavelmente imposta pela família de Nair. Certa vez, em 1914, num recital de lançamento do Corta Jaca, no palácio presidencial, a própriaprimeira-dama do país, Nair de Tefé, acompanhou Chiquinha no violão, e empunhou o instrumento, tocando um maxixe composto pela maestrina. O que foi considerado um escândalo para a época. Foram feitas críticas ao governo e retumbantes comentários sobre os "escândalos" no palácio, pela promoção e divulgação de músicas cujas origens estavam nas danças vulgares, segundo a concepção da elite social aristocrática. Levar para o Palácio do Governo a música popular brasileira foi considerado, na época, uma quebra de protocolo, causando polêmica nas altas esferas da sociedade e entre políticos. Após o término do mandato presidencial, Hermes da Fonseca e Nair de Tefé mudaram-se para a França, onde permaneceram por um bom tempo. Em decorrência desse afastamento, Chiquinha e Nair acabam por perder contato.
Chiquinha participou ativamente da campanha abolicionista, por conta da revolta que sentia por seus ancestrais maternos terem sido escravos e sofrido muito, e da proclamação da república do Brasil. Também foi a fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições em gêneros variados: valsas,polcastangoslundusmaxixesfadosquadrilhasmazurcaschorosserenatas.

[editar]Representações na cultura

Chiquinha Gonzaga já foi retratada como personagem no cinema e na televisão. Dirigida por Jayme Monjardim, na minissérie Chiquinha Gonzaga (1999), na TV Globo, foi interpretada por Regina Duarte eGabriela Duarte. No cinema, foi interpretada por Bete Mendes, no filme "Brasília 18%" (2006), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e por Malu Galli, no filme O Xangô de Baker Sreet, baseado no livro homônimo de Jô Soares.
A compositora também foi homenageada no carnaval carioca, no ano de 1985, com o enredo Abram alas que eu quero passar pelaescola de samba Mangueira, que obteve a sétima colocação. E em 1997, com enredo Eu Sou Da Lira, Não Posso Negar... pelaImperatriz Leopoldinense. A atriz Rosamaria Murtinho, que vivia a artista no teatro, representou-a no desfile, a escola obteve a sexta colocação.

[editar]Ver também

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Referências

  1.  BRASIL. Lei 12.624 de 9 de maio de 2012. Página visitada em 13 de maio de 2012.

[editar]Bibliografia

  • DINIZ, Edinha. Chiquinha Gonzaga: uma história de vida (11a. ed.). Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2005. 352p., il. ISBN 85-01-64713-6.
  • MUGNAINI Jr., Ayrton. A jovem Chiquinha Gonzaga. São Paulo: Nova Alexandria, 2005. ISBN 85-7492-100-9.
  • DINIZ, Edinha. Mestres da música no Brasil - Chiquinha Gonzaga (1ª ed.). São Paulo: Moderna, 2001.
  • LAZARONI DE MORAES, Dalva - "Chiquinha Gonzaga - Sofri, chorei. Tive muito amor". Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1995.

[editar]Ligações externas

Jornal Literário — Resumindo a Literatura Homenageado da edição: Ferreira Gullar

  1. Abertura da postagem Nesta edição do Jornal Literário — Resumindo a Literatura , o homenageado é Ferreira Gullar , um dos grandes no...