domingo, 26 de janeiro de 2014

Biografia de Monteiro Lobato

Biografia, obras e estilo literário

Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô.  Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.
Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis. 
Este notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil. 
Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e idéias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sabia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos. 
Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Reinações de Narizinho, As Caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, O Pica-Pau Amarelo e A Chave do Tamanho. 
Fora os livros infantis, este escritor brasileiro escreveu outras obras literárias, tais como: O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e o Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras. 
No ano de 1948, o Brasil perdeu este grande talento que tanto contribuiu com o desenvolvimento de nossa literatura.
Frases de Monteiro Lobato
- "De escrever para marmanjos já estou enjoado. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo."
- "É errado pensar que é a ciência que mata uma religião. Só pode com ela outra religião."
- "O livro é uma mercadoria como qualquer outra; não há diferença entre o livro e um artigo de alimentação. (...) Se o livro não vende é porque ele não presta".
- "Tudo tem origem nos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos."

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Oração do Milho- Cora Coralina

Oração do Milho
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.
Meu gão, perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada. Ponho folhas e haste e se me ajudares Senhor, mesmo planta de acaso, solitária, dou espigas e devolvo em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo. E de mim, não se faz o pão alvo, universal.
O Justo não me consagrou Pão da Vida, nem lugar me foi dado nos altares.
Sou apénas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre. Alimento de rústicos e animais do jugo.
Fui o angú pesado e constante do escravo na exaustão do eito.
Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante. Sou a farinha econômica do proletário.
Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha.
Sou apénas a fartura generosa e despreocupada dos paiois.
Sou o cocho abastecido donde rumina o gado
Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece.
Sou o carcarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.
Sou a pobreza vegetal, agradecida a Vós, Senhor, que me fizeste necessária e humilde
SOU O MILHO
Cora Coralina

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Poeminha Sentimental Mário Quintana

Poeminha Sentimental
             Mário Quintana

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Resenha do livro: Quem mexeu no meu queijo

SOBRE O LIVRO De fácil leitura e compreensão, QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO? é uma parábola que retrata a vida, suas mudanças e os objetivos (queijos) que muitos buscam. O “LABIRINTO”, onde os personagens vivem a história, representa o local onde ocorrem as buscas incessantes pelos seus objetivos. Seja no emprego, na família ou mesmo nos relacionamentos pessoais. É uma analogia ao cotidiano do ser humano, sujeito a mudanças inesperadas. 


OS PERSONAGENS
O autor utiliza-se de quatro personagens: Os ratos Sniff e Scurry, e os duendes Hem e Haw para retratar as diversas características do ser humano. Seu lado simples e complexo. Em alguns momentos o homem pode agir como Sniff, aquele que percebe rápido as mudanças. Ou então, como Scurry, que sai em atividade, é mais pró-ativo. Ou Hem, um dos duendes, que não aceita as mudanças, resistindo a elas. Ele acredita que algo pior pode acontecer. E finalmente Haw, o outro duende: Adapta-se em tempo a nova realidade e acredita que as mudanças podem levar a algo melhor.


IDÉIAS INICIAIS
Os quatro personagens acima descritos vivem um desafio em busca de seus queijos. O queijo, representado no livro como sendo aquilo que se gostaria de ter, é o objetivo principal da busca dos personagens: Emprego, dinheiro, saúde e até um bom relacionamento amoroso. O labirinto representa o lugar onde essa busca acontece. Seja na empresa onde se trabalha, na família ou então na comunidade em que está inserido, onde vive. Cheio de corredores e divisões, o labirinto tem em alguns lugares, queijos deliciosos. Porém em outros, corredores escuros e até becos sem saída. Os personagens viviam correndo atrás de queijo para se alimentarem e ficarem felizes. Aqueles que encontravam o caminho eram premiados com uma vida mais tranqüila. “A vida não é um corredor reto e tranqüilo que nós percorremos livres e sem empecilhos, mas um labirinto de passagens, pelas quais nós devemos procurar nosso caminho, perdidos e confusos, de vez em quando presos em um beco sem saída”.

A HISTÓRIA
Parte 1: Todos os dias, ratos e duendes saiam pelo labirinto em busca de queijo. Os ratos, Sniff e Scurry, saiam procurando de um corredor para outro. Se não encontravam num, logo iam para outro. Lembravam dos locais que já haviam passado e que não tinham conseguido nenhum queijo e logo iam para outro lugar. Sniff, usando seu faro aguçado, farejava a direção, Scurry por sua vez, saía na frente. Apesar de se perderem e até acabarem batendo nas paredes, logo achavam o caminho. Após algumas buscas, finalmente todos eles encontram, em um local dos corredores do labirinto, denominado de “Posto C”, o queijo que cada um procurava. Ambos já não se preocupavam mais, já tinham o que buscavam. Todos os dias eles acordavam e se dirigiam para o Posto C para se alimentarem. Sniff e Scurry mantinham a mesma rotina, acordavam cedo todos os dias e seguiam o mesmo caminho do labirinto.

Porém Hem e Haw passaram a estabelecer uma outra rotina. Como já sabiam onde estava o queijo e qual seria o caminho que deveriam seguir, passaram a acordar um pouco mais tarde. Arrumavam-se sem muita pressa e seguiam para o Posto C. Hem e Haw sentiam-se felizes com a nova situação. Achavam-se os donos do queijo, embora nem soubessem quem o havia colocado ali. Como havia muito queijo, chegaram inclusive a mudar-se para próximo do Posto C. Sniff e Scurry seguiam em suas rotinas normalmente, acordando cedo todos os dias. Chegavam ao Posto C, e antes de se alimentarem, cheiravam o queijo e faziam uma vistoria no posto para ver se havia ocorrido alguma mudança em relação ao dia anterior.

Parte 2: Um belo dia, ao chegarem no Posto C, Sniff e Scurry descobrem que o queijo havia sumido. Eles não se surpreendem, pois já algum tempo percebiam que o estoque de queijo estava acabando e já estavam preparados para o que pudesse vir a acontecer. Por instinto e sem complicar muito, eles percebem que a situação no Posto C havia mudado, logo eles também teriam que mudar. Sniff fareja para outras direções do labirinto e sinaliza para Scurry que logo em seguida sai correndo pelo labirinto. Sniff o segue e ambos partem em busca de um novo queijo. Hem e Haw, que geralmente chegavam mais tarde no Posto, levam um susto ao perceberem que o queijo que os alimentava todos os dias não estava mais no lugar onde durante um bom tempo tinha estado. Ao contrário de Sniff e Scurry, Hem e Haw não tinham percebido as pequenas mudanças que estavam ocorrendo no dia-a-dia. Eles acreditavam que ao chegarem no Posto C o queijo estaria esperando por eles. Inconformado, Hem passa a gritar: Não há queijo? QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO? Haw também não estava preparado para o que estava acontecendo. Ele também achava que o queijo estaria no Posto C. Para ambos, o queijo era muito importante. Eles ficaram durante um bom tempo, pensando no queijo que havia sumido, esperando que alguém o colocasse de volta no mesmo lugar.

Enquanto Hem e Haw ficavam indecisos, esperando para decidir o que fazer, já que suas realidades tinham mudado, Sniff e Scurry seguiam rapidamente adiante em busca de um novo queijo. E lá ficaram os duendes, pensativos e sofrendo com a perda do queijo. Haw, inclusive havia feito planos para o futuro, confiando no queijo do Posto C. Cansados e com fome, voltam para casa. No dia seguinte voltam ao Posto com esperança de encontrarem o queijo, como que de repente alguém o tivesse colocado de volta. Mas nada havia mudado, o queijo realmente havia desaparecido. Haw cai em si e questiona a falta de Sniff e Scurry: Onde eles poderiam estar? O que poderiam eles, dois ratos, saberem o que dois duendes não o poderiam? E ficaram, discutindo e comparando suas capacidades em relação às capacidades de Sniff e Scurry. Estes, que já estavam longe a procura de outro queijo. Durante algum tempo Sniff e Scurry procuraram em vários corredores, inclusive em lugares onde nunca haviam entrado antes.

De repente, chegam ao Posto N de Queijo e se deparam com o maior estoque de queijo que já haviam encontrado. Enquanto isso, no Posto C, Hem e Haw ainda não haviam se decidido. Haw ficava imaginando seus amigos Sniff e Scurry saboreando um novo queijo que haviam encontrado. E ele também se imaginando, saindo pelo labirinto em busca de um novo queijo. Este sentimento desperta em Haw uma vontade de sair pelo labirinto, porém Hem, demonstra-se desanimado, acomodado e com medo do que poderia encontrar lá fora. Então Haw, pensando que, se seus amigos ratos podem, ele também pode. Em seguida ele parte sozinho pelo labirinto em busca de um novo queijo. Ele começou a se desprender de seus medos e a acreditar mais. Finalmente Haw encontra o que tanto procurava, porém se surpreende ao encontrar seus amigos ratos que lá também estavam. Já haviam encontrado o queijo algum tempo. E Haw fica a pensar em seu amigo Hem: Será que ele havia mudado de idéia e entrado no labirinto?

O livro QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO? é recomendável para a leitura, tanto para estudantes, bem como para profissionais das mais variadas áreas, entre outros. A mensagem do texto apresenta as mudanças as quais todos estão sujeitos, e que devemos estar preparados para elas. Não se deve acomodar diante das situações.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Reportagem sobre a morte do escritor Caratinguense Maxs Portes



Morre o escritor e poeta Maxs Portes

Filho ilustre de Caratinga deixou eternizada a sua obra 

O poeta e escritor Maxs Portes faleceu nesta madrugada de segunda-feira (06/01), em Caratinga. Segundo familiares, o caratinguense lutava há cerca de dois anos contra um câncer de pulmão, mas nas últimas semanas seu quadro de saúde se agravou em virtude de uma pneumonia.
O corpo do escritor está sendo velado na Igreja Nossa Senhora do Carmo, na rua da Piedade, no bairro Esplanada. O enterro está previsto para acontecer às 17h, no Cemitério São João Batista.
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Maxs Portes era reconhecido como um dos filhos ilustres de Caratinga. Era detentor de um talento nato para a escrita. Lançou importantes obras para a literatura brasileira.Das obras infantis como “Que febre de mosquito” à coleção surpresa com livros como “Com os pés na cabeça” e tantas outras obras que ficarão eternizadas. Ao longo da carreira escreveu 69 livros, publicou quarenta e recebeu cinquenta e quatro prêmios nacionais, sendo que duas de suas obras foram adotadas pelo Ministério da Educação.
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A cidade de Caratinga sempre teve a sua importância para Maxs, ele chegou a escrever um livro desta experiência de vida. Uma paixão que não escondia nas poucas entrevistas que foram concedidas ao longo da carreira. Ao programa Vereda Literária, Maxs falou sobre a cidade natal. “Me sinto muito feliz em ter nascido em Caratinga. Talvez quem beba daquele fonte se torne eterno, não no tempo cronológico, mas no tempo interno.  Eu saí de Caratinga fisicamente, mas sempre estive em Caratinga nas minhas raízes imaculadas”,  destacou.

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Em Caratinga, seu mais recente trabalho na cidade foi na atuação como assessor técnico de Cultura e Patrimônio na Prefeitura de Caratinga, na gestgão do ex-prefeito João Bosco Pessine. Maxs Portes deixou o seu nome e o seu trabalho eternizados na cidade e compartilhou o seu talento com todos os brasileiros.


Sequence 01De acordo com o ex-secretário de cultura da cidade, Juarez Gomes de Sá, a convivência de mais de trinta anos foi de aprendizado. “Um poeta e um ser humano de muita grandeza. Guardo dele a lembrança de um amigo”.






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O enfermeiro e amigo que acompanhou o escritor em seus últimos anos de vida, Simão Sabino, relembrou os cerca de cinco anos de amizade e a luta pela sobrevivência após o diagnóstico da doença. “Ele soube do câncer há cerca de três meses. Ele começou o tratamento e eu comecei a acompanhá-lo. Estou perdendo um grande amigo”, desabafou.





Lysias Leitão que aprendeu a admirar o trabalho do escritor e matinha contato frequente geralmente às terças-feiras em encontros casuais em um bar da cidade, no denominado momento “terça-nobre” também lamentou a morte do amigo. “A obra que ele deixou será imortalizada”, destacou ressaltando ainda um trecho da obra Memórias da casa de dentro em que ele dizia “minha casa tinha três portas e nem uma janela. Não era o debruçar-se para o mundo, era entrar ou sair”. De acordo com Lysias “este era o Maxs, ele estava na ativa, o tempo todo entrando e saindo nas suas poesias, nos seus livros”.Sequence 01_2




domingo, 5 de janeiro de 2014

As melhores histórias em quadrinhos de 2013

As melhores HQs de 2013

Assim como tem acontecido em todo fim de ano, desde 2005, é chegada a hora de listar os melhores títulos em quadrinhos publicados em 2013. Mais uma vez, a tarefa é coletiva, e um júri de convidados topou enviar o seu top ten de HQs.
Desta vez, somos 11 leitores apaixonados pelo gênero, com destaque para os estreantes no time: os jornalistas Audaci Júnior ("Jornal da Paraíba), Eduardo Nasi ("Universo HQ"), Paulo Ramos ("Blog dos Quadrinhos") e Ronaldo Bressane. Completam o escrete do gibi os craques Arnaldo Branco, Dafne Sampaio ("Esforçado"), Delfin ("Revista Machado"), Heitor Pitombo, Henrique Amud e Jotabê Medeiros, além de mim, na zaga.
Para chegar aos dez melhores do ano, ou àqueles que mais se destacaram, usei a mesma regra dos anos anteriores: pedi aos ilustres convidados uma lista de dez HQs, em ordem decrescente de preferência. E só valia título inédito, nada de relançamento. Assim, o primeiro colocado de cada lista recebe 10 pontos, o segundo, 9, e assim por diante.
 
"Crônicas de Jerusalém" (Zarabatana Books), do canadense Guy Delisle, foi o grande vencedor, com 56 pontos e 6 votos. Em segundo, com 16 pontos a menos, aparece "Você é minha mãe" (Quadrinhos na Cia.), de Alison Bechdel, com 40 pontos e 6 votos. Logo depois, com 37 pontos e 5 votos, "Pobre marinheiro" (Balão Editorial), de Sammy Harkham.
Abaixo, você confere as escolhas de cada convidado e a lista dos dez primeiros colocados, com destaque para os brasileiros Laerte, Emilio Fraia, DW Ribatski, Eduardo Medeiros, Rafael Sica, Elcerdo, Stêvz, Shiko, Alexandra Moraes, Hector Lima, Pablo Casado, Felipe Cunha e George Schall:

"Crônicas de Jerusalém" (Zarabatana Books), de Guy Delisle. 56 pontos, 6 votos.
"Você é minha mãe?" (Quadrinhos na Cia.), de Alison Bechdel. 40 pontos, 6 votos.
"Pobre marinheiro" (Balão Editorial), de Sammy Harkham. 37 pontos, 5 votos.
"O boxeador" (8Inverso), de Reinhard Kleist. 30 pontos, 5 votos.
"Vizinhos" (Narval Comix), de Laerte, e "Campo em branco" (Quadrinhos na Cia.), de Emilio Fraia e DW Ribatski. Empatados com 28 pontos e 4 votos(2-9-10-7 e 2-7-10-9).
"Friquinique" (Beleléu), de Eduardo Medeiros, Rafael Sica, Elcerdo e Stêvz.26 pontos e 3 votos.
"Azul é a cor mais quente" (Martins Fontes), de Julie Maroh. 25 pontos e 6 votos.
"O azul indiferente do céu" (Marca de Fantasia), de Shiko. 24 pontos e 3 votos.
"O pintinho" (Lote 42), de Alexandra Moraes. 18 pontos e 2 votos.
"Sabor Brasilis" (Zarabatana Books), de Hector Lima, Pablo Casado, Felipe Cunha e George Schall. 16 pontos e 4 votos.


ARNALDO BRANCO
cartunista, Mau Humor

01 - "O pintinho"
02 - “Friquinique”
03 - "Sabor Brasilis"
04 - “Amok - cabeça, tronco e membros" (Mórula Editorial), de Benett
05 - "Lola, a andorinha" (Narval Comix), de Laerte
06 - "As traumáticas aventuras do filho do Freud" (Zás), de Pacha Urbano
07 - "A mente suja de Robert Crumb" (Veneta), de Robert Crumb
08 - "O intestino eloquente" (Independente), de Andrício de Souza
09 - "Vizinhos" (Narval Comix), de Laerte
10 - "O azul indiferente do céu"

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AUDACI JÚNIOR
jornalista, Jornal da Paraíba

01 - “Os Companheiros do Crepúsculo” (Nemo), de François Bourgeon
02 - “Você é Minha Mãe?”
03 - “Tetralogia Monstro” (Nemo), de Enki Bilal
04 - “Crônicas de Jerusalém”
05 - “O Azul Indiferente do Céu”
06 - “O Boxeador” (8Inverso), de Reinhard Kleist
07 - “Valente Por Opção” (Panini), de Vitor Cafaggi
08 - “Cosmonauta Cosmo!” (Miguilim/Quadrinhos Rasos), de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho
09 - “Azul é a Cor Mais Quente”
10 - “Thermæ Romæ” (JBC), de Mari Yamazaki

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DAFNE SAMPAIO
jornalista, Esforçado

01 - "Crônicas de Jerusalém"
02 - "Vizinhos"
03 - "Crônicas metálicas" (Editora Nemo), de Moebius
04 - "Pobre marinheiro"
05 - "Você é minha mãe?"
06 - "Strips!" (Editora Nemo), de Brian Bolland
07 - "Eu, Fernando Pessoa" (Editora Peirópolis), de Susana Ventura e Guazzelli
08 - "Macanudo" #6 (Zarabatana Book), de Liniers
09 - "Campo em branco" (Quadrinhos na Cia.), de Emilio Fraia e DW Ribatski
10 - "Sabor brasilis" 

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DELFIN
jornalista, Universo HQ e revista Machado

01 - "Crônicas de Jerusalém"
02 - "O azul indiferente do céu"
03 - "O pintinho" 
04 - "Campo em branco"
05 - "Azul é a cor mais quente"
06 - "Cosmonauta Cosmo"
07 - "Pobre marinheiro"
08 - "Pavor espaciar" (Panini), de Gustavo Duarte 
09 - "Sabor brasilis"
10 - "Harmatã" (Loki), de Pedro Cobiaco

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EDUARDO NASI
jornalista, Universo HQ

01 - "Powr mstrs 2" (A Bolha), de CF
02 - "Você é minha mãe?"
03 - "Pobre marinheiro"
04 - "1000 quadros" (Independente), do Rafael Coutinho e do Sica
05 - "A arte" (Martins Fontes), de Juanjo Sáez 
06 - "Eu, Fernando Pessoa"
07 - "A gata", de Laerte
08 - "A mente suja de Robert Crumb"
09 - "Fabio zines" (Independente), de André Valente e Gabriel Góes
10 - "Azul é a cor mais quente"

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HEITOR PITOMBO
jornalista, revista Mundo dos Super-Heróis

01 - "Você é minha mãe?"
02 - "Existem tesouros" em todo lugar" (Conrad), de Bill Watterson
03 - "Pobre Marinheiro"
04 - "Turma da Mônica - Laços" (Panini), de Vitor e Lu Cafaggi
05 - "Before Watchmen" (Panini), de vários autores
06 - "Segredo de Família" (Quadrinhos na Cia.), de Eric Heuvel 
07 - "Causos do Santiago" (Zarabatana), de Santiago 
08 - "O boxeador"
09 - "Asterix entre os pictos" (Record), de Jean-Yves Ferri e Didier Conrad 
10 - "Os companheiros do crepúsculo"

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HENRIQUE AMUD (PORCO)
Pula Pirata

01 - "Crônicas de Jerusalém"
02 - "Friquinique" 
03 - "O Boxeador"
04 - "Forming" (A bolha), de Jesse Moynihan
05 - "Peter Pan" (Nemo), de Régis Liosel
06 - "Sabor Brasilis"
07 - "Revista Samba" #3 (Samba), de vários artistas
08 - "O Inescrito' (Panini), de Mike Carrey e Peter Gross
09 - "Eu Mato Gigantes" (New Pop), de Joe Kelly e JM Ken Niimura
10 - "A Narradora das Neves" (Nemo), de Béka e Marko

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JOTABÊ MEDEIROS
jornalista, O Estado de S. Paulo

01 - "Campo em branco"
02 - "Os condenados" (Cluq), de Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo
03 - "Before Watchmen"
04 - "Azul é a cor mais quente"
05 - "O boxeador"
06 - "Você é minha mãe?"
07 - "Parafusos, zumbis e monstros do espaço" (Veneta), de Juscelino Neco
08 - "As traumáticas aventuras do filho do Freud"
09 - "Piteco: Ingá" (Panini), de Shiko
10 - "Tetralogia monstro"

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PAULO RAMOS
jornalista, Blog dos Quadrinhos

01 - "Crônicas de Jerusalém"
02 - "O azul indiferente do céu"
03 - "Causos do Santiago"
04 - "Eu matei o Libório" (independente), de Orlandeli
05 - "Macanudo" #6
06 - "Kimba, o leão branco" (New Pop), de Osamy Tezuka
07 - "Parafusos, zumbis e monstros do espaço"
08 - "Oldboy" (Nova Sampa), de Garon Tsuchiya
09 - "Turma da Mônica - Laços"
10 - "Cosmonauta Cosmo!"

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RONALDO BRESSANE
jornalista

01 - "Vizinhos"
02 - "Campo em branco"
03 - "Friquinique"
04 - "Vitória Valentina", Vigna
05 - "Rémy" (Dead Hamster/Suricatinho), de Diogo Bercito e Julia Bax
06 - "Parafusos, zumbis e monstros do espaço"
07 - "Azul é a cor mais quente"
08 - "0-800 Ratos" (A Bolha), de Matthew Thurber
09 - "Baratão 66" (Pitomba!), de Bruno Azevêdo e Luciano Irrthum
10 - "Você é minha mãe?"

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TÉLIO NAVEGA
Gibi
zada

01 - "Pobre marinheiro"
02 - "Crônicas de Jerusalém"
03 - "O boxeador"
04 - "Vizinhos"
05 - "Chico Bento - pavor espaciar"
06 - "Azul é a cor mais quente" 
07 - "Turma da Mônica - laços"
08 - "A mente suja de Robert Crumb"
09 - "Peter Pan"
10 - "Thermae Romae"
Fonte: Jornal O Globo- cultura- 05/01/2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Casimiro de Abreu

Casimiro de Abreu – um dos autores mais conhecidos do Romantismo 
Casimiro de Abreu – um dos autores mais conhecidos do Romantismo

Casimiro José Marques de Abreu nasceu em Barra de São João (RJ) no dia 4 de janeiro de 1839 e faleceu em Barra de São João (RJ) em 18 de outubro de 1860.
Seu pai era comerciante e queria que o filho seguisse a mesma carreira. Casimiro de Abreu partiu para Lisboa, a fim de estudar. Nesta mesma cidade, manteve contato com o meio intelectual e de volta ao Brasil começou a escrever para jornais.
Suas poesias são de linguagem simples, fácil, com temas já abordados por outros autores e rimas pobres.
Podemos destacar a aproximação do autor com Álvares de Azevedo pela melancolia e o saudosismo a respeito da infância e da figura da mãe e da irmã; o nacionalismo em poesias de exaltação à pátria, tema comum das poesias de Gonçalves Dias.
Casimiro de Abreu tornou-se um dos poetas mais conhecidos do Romantismo justamente porque tem características na linguagem que o aproximam da fala popular.
Casimiro de Abreu faleceu vitimado pela tuberculose aos 21 anos de idade.
Sua obra poética está reunida em um volume intitulado “As primaveras”, de 1859. Sua poesia mais notória é “Meus oito anos”, na qual o saudosismo da infância é claramente expresso. Veja um trecho:

Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !
Como são belos os dias
Do despontar da existência !
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d’amor !
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar !
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !
Oh ! dias de minha infância !
Oh ! meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã !
Obras: Poesia: Primaveras (1859).
Teatro: Camões e o jau (1856).
Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola
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Alberto de Oliveira - O mestre do Parnasianismo!

Boletim Informativo — Direitos Autorais na Prática

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