sexta-feira, 28 de março de 2014

A rainha Descalça- Ildefonso Falcones



Livro: A RAINHA DESCALÇA
Autor: Ildefonso Falcones 
Tradução:Carlos Nougué
ISBN:978-85-325-2880-3
Páginas:608
Formato : 16x23
Preço : R$ 59,50


Após a publicação de A Catedral do Mar e de A mão de Fátima, romances com temas históricos que se transformaram em sucessos de venda e crítica em todo o mundo, publicados no Brasil pela Rocco, o escritor espanhol Ildefonso Falcones oferece ao leitor mais um épico apaixonante. Ambientado na Espanha do século XVIII, o livro descreve uma época marcada pelo preconceito, mas também pelo canto e pela dança dos ciganos, pelo amor e pela paixão de um povo, capaz de lutar com todo empenho para mudar o curso da história.
No livro, Caridad é uma ex-escrava negra originária de Cuba que aporta em Sevilha, no Porto de Cádiz, em 1748. No Velho Mundo, ela se vê livre do antigo senhor, que morre durante a travessia do Atlântico, mas torna-se presa fácil de uma sociedade machista e intolerante, e sofre com a crueldade e o abuso dos homens. Sua sorte muda quando cruza em seu caminho com Milagros Carmona, uma jovem cigana rebelde e lutadora. É através dela que Caridad conhece os hábitos ciganos: a sensualidade das mulheres; a dança e música flamenca; o envolvimento com o contrabando de tabaco e a intensidade das relações familiares. Clãs como os Vegas, os Carmonas, os Vargas e os Garcias convivem, partilham negócios, mas também cultivam rivalidades que ultrapassam séculos.
Melchor é o patriarca da família Vega, pai de Ana e avô de Milagros, a bela ciganinha prometida a Alejandro, um noivo que não lhe agrada nem um pouco. Na verdade, Milagros é apaixonada por Pedro Garcia, um amor proibido devido à rivalidade das famílias. Já Caridad se esforça para disfarçar o que sente por Melchor, um homem desafiador e sedutor, mas também firme defensor da honra e da lealdade do seu povo.
Nesse caldeirão cultural, regado por música e dança, paixões e traições, Caridad e Milagros constroem uma sólida amizade, capaz de resistir a trágicas reviravoltas.
No inverno de 1759, uma ordem do rei inicia a perseguição e prisão de todos os ciganos da região de Sevilha. E Ildefonso Falcones relata com maestria esta questão histórica. Ele descreve com grande sensibilidade a questão da liberdade para os povos tradicionais, diante do embate com a modernidade e as transformações culturais do período na Europa e no mundo. Mais uma vez, o autor aborda intricados processos históricos com segurança e precisão e emociona ao contar uma história de paixões, intrigas e sensualidade.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Olavo Bilac- Biografia

Olavo Bilac

Poeta brasileiro

Biografia de Olavo Bilac:

Olavo Bilac (1865-1918) foi um poeta e jornalista brasileiro. Escreveu a letra do hino à Bandeira brasileira. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Foi um dos principais representantes do Movimento Parnasiano que valorizou o cuidado formal do poema, em busca de palavras raras, rimas ricas e rigidez das regras da composição poética.
Olavo Bilac (1865-1918) nasceu no Rio de janeiro, no dia 16 de dezembro. Era filho do cirurgião militar, Brás Martins dos Guimarães e de Delfina Belmira Gomes de Paula. Estudou Medicina e Direito, sem concluir nenhum dos cursos. Dedicou-se ao jornalismo e à poesia. Foi noivo de Amélia de Oliveira, irmã de seu amigo Alberto de Oliveira, que foi impedida de casar por outro irmão que não aceitava a vida de poeta boêmio que Bilac levava.
Colaborou em vários jornais e revistas como Gazeta de Notícias e Diário de Notícias. Exerceu o cargo de Secretário do Congresso Pan-Americano em Buenos Aires. Foi inspetor de instrução de escola pública e membro do Conselho Superior do Departamento Federal. Exerceu constante atividade nacionalista, realizando pregações cívicas em todo país sobre a obrigatoriedade do serviço militar.
Pertenceu à Escola Parnasiana Brasileira, sendo um dos seus principais poetas. Sua primeira obra foi "Poesias", publicada em 1888. Nela o poeta já estava identificado com as propostas do Parnasianismo. Sua poesia apresentava várias temáticas. Na linha tipicamente parnasiana, escreveu sobre temas greco-romanos. Fez várias descrições da natureza, indicando uma herança romântica.
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, morreu no Rio de Janeiro,
no dia 28 de dezembro de 1918.


Obras de Olavo Bilac


Poesias, 1888
Via Láctea, 1888
Sarças de Fogo, 1888
Crônicas e Novelas, 1894
O Caçador de Esmeraldas, poesia,1902
As Viagens, poesia, 1902
Alma Inquieta, poesia, 1902
Poesias Infantis, 1904
Crítica e Fantasia, 1904
Tratado de Versificação, 1905
Conferências Literárias, 1906
Ironia e Piedade, crônicas, 1916
Tarde, poesia, 1919
Sanatorium, romance, 1977, publicado pelo Clube do Livro


Informações biográficas de Olavo Bilac:

Data do Nascimento: 16/12/1865
Data da Morte: 28/12/1918
Nasceu há 148 anos
Morreu aos 53 anos
Morreu há 95 anos

quinta-feira, 20 de março de 2014

A Menina que roubava livros-Markus Zusan

O autor destaca neste romance a importância das palavras em um dos momentos mais dolorosos já vividos pela Humanidade. Realmente, ao lado da protagonista, Liesel Meminger, e de seu companheiro de aventuras Rudy Steiner, brilham as palavras, personagens especiais deste enredo, sempre no centro da ação, nas entrelinhas ou na tessitura da narrativa. Palavras que constroem e destroem, que Liesel ama e odeia. As cores também se sobressaem nesta história que se passa na época do Nazismo, em plena Alemanha hitleriana, narrada por ninguém menos que a Morte, sob o ponto de vista desta e com seus comentários geniais intercalados à narrativa. Aliás, esta narradora tem um jeito bem peculiar de interpretar as lembranças de Liesel, gravadas em seu diário – na verdade um livro, no qual a menina se reconcilia com as palavras e grava a essência de sua existência -, perdido durante a Guerra e resgatado pela Morte, que o traduz ao leitor.
Para a narradora, não importa saber o que vai ocorrer no final do romance, o mistério suspenso, mas sim o trajeto narrativo e toda a riqueza inerente a ele – os recursos estilísticos, a prosa poética, a magia oculta nas entrelinhas, a emoção e o humor inusitado que se revelam aqui e ali, as surpresas lingüísticas, as tiradas metanarrativas, muitas vezes irônicas, doadas ao leitor pelo autor, através de sua narradora. Desta forma, o escritor questiona a narrativa tradicional, os mecanismos estratégicos que geram e mantêm o suspense, até a solução final do enigma, os quais condicionam a história à resolução deste, desprezando muitas vezes o valor da narração, as riquezas que dela podem ser extraídas. O autor propõe aqui uma valorização do percurso, dos recursos narrativos, da apropriação da linguagem como o próprio núcleo do enredo.
Nesta obra, o autor, através da Morte, tenta provar a si mesmo e ao leitor que a vida, apesar de tudo, vale a pena. Ele se confronta com os fantasmas de seu próprio passado, presentes na trajetória de sua família durante o Nazismo. Reflexões inusitadas, de pura ironia lírica, conquistam os que lêem este romance, desde as primeiras linhas, quando se percebe claramente quem é a contadora desta e de outras histórias, e qual é o seu estilo. Mesmo assim, pode-se dizer que cada etapa da leitura nos surpreende e encanta, até quando acreditamos que o autor já esgotou toda a sua capacidade criativa. Passagens como “As labaredas cor de laranja acenavam para a multidão, à medida que papel e tinta se dissolviam dentro delas. Palavras em chamas eram arrancadas de suas frases”, referentes a uma fogueira de livros proibidos, dão espaço a outras ainda mais poéticas e irônicas. Elas se sucedem na tentativa de transmitir ao leitor o clima perturbador que pairava sobre a Alemanha Nazista.
Os caminhos da Morte e de Liesel Meminger se cruzam três vezes entre 1939 e 1943. Mas Liesel é uma sobrevivente, o que impressiona a ceifadora de vidas. Assim esta, fascinada pela garota, decide narrar sua história, ao se apropriar involuntariamente de seu diário. Esta narrativa é apenas uma entre as que a Morte poderia contar, escolhida no acervo de experiências que ela transporta em si, tentando compreender a natureza humana e a importância de sua existência. Liesel também está em busca do sentido de tudo que vive, em meio à miséria, à morte e à destruição. Nesta cruzada pela compreensão da essência da vida, a garota é guiada pelas palavras, que coincidentemente ou não a perseguem desde sua primeira perda, a do irmãozinho que ela vê morrer a seu lado, em um trem no qual é levada para uma nova vida, não necessariamente desejada por ela. Neste momento, ela se encontra diante da primeira oportunidade de furtar um livro, e é justamente a companhia das histórias que dão à menina, no centro da destruição provocada pela guerra - que oferece à Morte um trabalho redobrado -, um eixo de sustentação e um certo sentido para sua existência.
Todos um dia terão um encontro marcado com a narradora desse livro, mas apenas Liesel Meminger tem o privilégio de ter sua história narrada por ela. Mas também não é qualquer um que sobrevive a uma guerra como esta, vendo tudo e todos desabarem à sua volta, não é qualquer uma que amadurece e permanece viva ao encontrar um propósito maior para sua vida, justamente nas páginas de um livro, ou posteriormente, de um diário. Sim, parece que a Morte, ao contrário de todos os prognósticos, tem coração, e o revela ao escolher a trajetória de Liesel para transmitir ao leitor. Aliás, há muitas passagens em que esta narradora revela seu lirismo, sua ternura, seus cuidados com almas exaustas e envenenadas pela dor e pela crueldade da Guerra, até mesmo sua indignação e revolta com os extremos da desumanidade que atingem os requintes nazistas. Nestes momentos, a Morte, que é uma ótima observadora, percebe reflexos desta ideologia bárbara na própria Natureza, ora na “fuga das próprias nuvens”, ora nos contornos loiros do Sol ou no imenso e assustador “olho azul do ar” que não se consegue mais respirar.
Outras histórias dentro da história aparecem ao longo do enredo – as dos livros roubados pela Menina, as dos que ela ganha em seus aniversários, desde as narrativas inerentes ás obras até as que envolvem seu furto ou a forma como foram presenteados - cigarros trocados por livros, ou histórias escritas e pintadas em um livro como o “Mein Kampf” (“Minha Luta”), de Adolph Hitler. Cada uma destas estórias é um retrato a seu modo da Alemanha Nazista, e enriquece ainda mais a narrativa principal. Cores, desenhos, palavras, livros, aventuras vividas por Liesel e Rudy, amizades construídas sobre a dor, a miséria, a luta pela sobrevivência, como a da garota e seu pai adotivo, Hans, e a da menina com Max, um judeu que cruza sua vida e a marca definitivamente. Desta forma o autor vai tecendo o panorama desta época sombria, compondo seus contornos cada vez mais macabros, mas também permeados por aventuras infantis e sentimentos nobres.
Markus Zusak é um escritor que se revela cada vez mais brilhante. Autor de “Fighting Ruben Wolfe”, “Getting the Girl” e “I Am the Messenger”, recebidos com aclamação pela crítica, obteve o Prêmio Livro do Ano para Leitores mais Velhos, doado pelo Conselho Australiano de Livros Infantis. Este australiano de 32 anos mora atualmente em Sydney, na Austrália.

Fontes
A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak – Editora Intrínseca – Rio de Janeiro – 499 pp.

domingo, 2 de março de 2014

Clássicos da Literatura Brasileira

          Estes livros da literatura brasileira 
você encontra em lojas de quase R$2,00:


































As barbas do Imperador

AS BARBAS DO IMPERADOR - D. Pedro II, a história de um monarca em quadrinhos
Preço:R$49,00
Editora:Companhia das Letras 

Misto de ensaio interpretativo e biografia de d. Pedro II, As barbas do imperador, de Lilia Moritz Schwarcz, foi um marco na historiografia brasileira, apresentando uma visão nova e reveladora de nosso passado. O livro materializava o mito monárquico ao descrever, por exemplo, a construção dos palácios, a mistura de ritos franceses com costumes brasileiros, a maneira como a boa sociedade praticava a arte de bem civilizar-se, a criação de medalhas, emblemas, dísticos e brasões, a participação do monarca e o uso de sua imagem em festas populares. Promovendo um diálogo fértil entre sua argumentação e a riquíssima iconografia da época, a autora mostrava de que maneira a monarquia brasileira se tornou um mito não apenas vigoroso, mas extremamente singular.
Nesta edição em quadrinhos de As barbas do imperador, Schwarcz volta à parceria com o premiado ilustrador Spacca, na dobradinha que já rendeu o best-seller D. João Carioca. Agora, Spacca conduz o leitor a um verdadeiro passeio pelos temas do livro, transpondo a linguagem do ensaio e da biografia ao universo das HQs de forma vibrante e esclarecedora. Dezenas de personagens da nossa história circulam pelos desenhos de Spacca, que recriou com fidelidade toda uma época, convertendo documentos, retratos, pinturas e obras arquitetônicas numa narrativa de tirar o fôlego. Ao fim, uma seção de extras amplia a discussão do livro, com textos sobre a Guerra do Paraguai, a escravidão e a fotografia no império, além de uma galeria de personagens do livro e uma alentada cronologia. 

Jornal Literário — Resumindo a Literatura Homenageado da edição: Ferreira Gullar

  1. Abertura da postagem Nesta edição do Jornal Literário — Resumindo a Literatura , o homenageado é Ferreira Gullar , um dos grandes no...