sexta-feira, 29 de março de 2013

Forrobodó no forró- Elias José


          O poeta canta com um jeito que é só seu...
      As confusões no forró, o cansaço da aranha,
os voos leves da garça, a indiscrição do beija-
flor , as frias delícias do picolé... a redescoberta po-
ética das coisas simples e triviais...
      Que graça teria o mundo se todas as pessoas fossem iguais?Ah, que falta faria o diferente...
      O soldado, que gostava de jogar dama, se apaixona pela dama , que gostava de jogar dado.
Fim de jogo ou começo de outro?
      Quem espera sempre alcança ou cria pança?
      E se a criança embalasse a mãe e a bailarina batesse no roqueiro?
      Assim é a poesia... um convite ao leitor para dar
asas à imaginação.


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